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A Crítica
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Mapa indica fim da vacinação contra aftosa no Amazonas

O Amazonas alcançará o status sanitário “livre de aftosa sem vacinação”

Publicado em 01/03/2024 às 13h43
Mapa indica fim da vacinação contra aftosa no Amazonas
Foto: Divulgação/Adaf

O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, informou na tarde desta quinta-feira, 29,  ao governador do Amazonas, Wilson Lima, que o Estado foi incluído entre aqueles que não precisarão mais vacinar seus rebanhos contra febre aftosa a partir de 2025. Com isso, o Amazonas alcançará o status sanitário “livre de aftosa sem vacinação”.

O diretor presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), José Omena, explicou que a retirada da vacina é um passo importante rumo à completa erradicação da doença, uma enorme conquista para o Estado, principalmente para os pecuaristas, que terão o reconhecimento da sanidade de seus rebanhos e terão mais segurança para prospectar novos mercados.

“Graças ao empenho do Estado do Amazonas, de sua equipe, que se dedicou, corrigiu as pendências, trazendo segurança para nossos técnicos. Ontem, (28) houve a finalização das análises e o Amazonas deu o primeiro passo para a retirada total da vacinação. É mais um Estado brasileiro que entra nesse status tão importante para a comercialização e para o ganho de produtividade”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

As etapas da campanha de vacinação programadas para este ano estão mantidas, mas a aplicação da vacina será interrompida no próximo ano. “Quero agradecer ao empenho de todos os servidores da Adaf, do Sistema Sepror e dos demais órgãos que atuaram incansavelmente para que alcançássemos essa conquista para o nosso Estado. Essa vitória é de cada um. Agradeço também ao governador Wilson Lima, que comprou essa briga, e ao ministro Fávaro, que reconheceu os resultados do nosso esforço”, disse Omena. 

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço – que esteve presente na reunião em Brasília – avalia que a retirada da vacinação é uma conquista histórica para o Estado. “Após décadas de luta, finalmente teremos esse status de livre de aftosa sem vacinação. Foram esforços significativos e investimentos do governo federal, estadual e do setor privado. Agora, vislumbramos novos horizontes, inclusive para a interiorização”, disse. Hoje, apenas 13 municípios, todos do Sul do Estado, estão nessa condição: Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini, Guajará, Envira, Eirunepé, Ipixuna, Itamarati e parte de Tapauá. A partir de 2025, todo o Amazonas pleiteará o mesmo status. 

No entanto, José Omena ressalta que o desafio continua. A retirada da vacina é apenas uma etapa no processo. Para chegar ao reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa), é preciso realizar ações contínuas de monitoramento do trânsito de animais, estruturação de barreiras e escritórios, contratação de mão de obra qualificada e diálogo permanente com os produtores.

 

Trajetória

 

A atual luta do Amazonas contra a Aftosa começou em 2003, quando foi instituído o Programa de Erradicação da Febre Aftosa no Estado, tendo a extinta Comissão Executiva Permanente de Defesa Agropecuária (Codesav, precursora da atual Adaf) como órgão executor das ações de Defesa Sanitária Animal e Vegetal. No ano seguinte, o serviço veterinário oficial identificou foco da doença no município de Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus). O Amazonas intensificou esforços para cumprir os protocolos do Mapa visando a erradicação da doença. 

 

NÚMERO – 2,5 milhões

Número do rebanho de bovinos e bubalinos do Amazonas. Mais de 60% estão em propriedades localizadas no Sul do Estado. 


(Foto: Divulgação/Adaf)

 

CRONOLOGIA

 

2008

Tem início a “Agulha Oficial”, ação em que servidores da Defesa percorreram 12 municípios amazonenses para vacinar o rebanho de todas as propriedades rurais.

2012

A Lei 3.801 cria a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), autarquia em regime especial com autonomia administrativa e financeira.

2013

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) classificou, o Estado do Amazonas como RISCO MÉDIO (BR-3) para febre aftosa.

2017

O Amazonas conquista a classificação de zona livre de febre aftosa com vacinação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

2018 

O Estado é certificado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, como área livre de febre aftosa com vacinação. Resultado da soma de esforços de profissionais do Sistema Sepror, em especial da Adaf e Idam.

2021 

Treze municípios amazonenses conquistaram o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). O reconhecimento abrange quase 70% do rebanho do Estado. 

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