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A Crítica
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‘Melhor ele abandonar a prefeitura e virar lutador de UFC’

Presidente da ALE usou a tribuna pela primeira vez para falar sobre a agressão feita a ele pelo prefeito de Borba

Publicado em 13/09/2022 às 12h41 · Atualizado em 13/09/2022 às 12h48
‘Melhor ele abandonar a prefeitura e virar lutador de UFC’
Foto: Reprodução

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado estadual Roberto Cidade (UB) usou pela primeira vez a tribuna da casa para falar sobre a agressão feita contra ele pelo prefeito de Borba  (149 quilômetros de Manaus ) Simão Peixoto, na semana passada. O deputado Saullo Vianna (UB) vai enviar um pedido para revogação da Medalha Ruy Araújo concedida ao gestor municipal no ano passado. 

Cidade denunciou que o soco desferido contra ele pelo prefeito durante uma atividade de campanha no município não foi o primeiro ato de violência do gestor contra deputados. Segundo ele, em outra ocasião o avião da deputada Alessandra Campelo (PSC) teria sido vandalizado por apoiadores de Simão.

“A política tem uns sabores amargos e tem algumas coisas que nós temos que engolir, mas a gente não pode ficar calado e deixar as coisas ficarem impunes. Eu repúdio muito, estou indignado. Eu confesso a vocês que eu já pensei em fazer coisas que não cabem a mim como homem”, declarou o parlamentar. 

“A ficha dele é mais suja que o Serasa de muitos, mas eu confio na Justiça”, afirmou Cidade.


Nova luta programada


(Foto: Reprodução / Facebook)

 

Ainda conforme o presidente da ALE-AM, todos os esclarecimentos sobre o caso foram prestados à justiça. Ele ainda avisou que o Simão Peixoto planeja realizar uma nova exibição de MMA no município a exemplo do que fez no fim do ano passado, quando desafiou o ex-vereador Irineu Alves da Silva, o Milico.

“Ontem mesmo ele anunciou que vai ter uma outra luta agora em dezembro. Seria melhor ele abandonar a prefeitura e virar lutador de UFC”, ironizou. 

Vários deputados se solidarizaram com Roberto Cidade. Um deles foi Sinésio Campos (PT) que lembrou do caso do militante do PT, Marcelo Arruda, morto em Foz do Iguaçu durante sua festa de aniversário com o tema do ex-presidente Lula, pelo policial penal, Jorge Guaranho, que é bolsonarista declarado.

“Se fosse com arma, como aconteceu em outros casos?”, questionou o deputado. 

“O que constatamos em Borba é a barbárie. É a intolerância com o contrário. É a intolerância daqueles que não respeitam uma visão política diferente”, enfatizou Sinésio Campos. 

Em nota, encaminhada no dia do ocorrido, o prefeito de Borba disse ser vítima de perseguição política, desde seu primeiro ano de mandato, por parte de Cidade que concorre à reeleição. Os dois prestaram depoimento na Delegacia Geral em Manaus, no último dia 8.

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