Mesmo após chuva, qualidade do ar segue muito ruim em Manaus
Dados do Aplicativo Selva apontam concentrações de partículas finas acima de 100 µg/m³ em bairros da capital, enquanto a OMS recomenda limite de 15 µg/m³ em 24 horas
Mesmo com a chuva que caiu em diversas áreas de Manaus na manhã desta segunda-feira (19) e uma leve melhora no dia anterior, a qualidade do ar na capital amazonense continua na classificação “muito ruim”. É o que mostram os dados do Sistema de Vigilância Ambiental (Selva) na tarde desta segunda.
A situação também é percebida a olho nu. Mesmo sem consultar os dados do Selva, basta olhar para o horizonte para ver que Manaus continua coberta de fumaça, em um cenário sombrio. Bairros como o Aleixo, na zona Centro-Sul, registram concentração de partículas finas (MP2,5) de 102,2 µg/m³ (microgramas por metro cúbico). No Coroado, na zona Leste, o valor chega a 106,6 µg/m³. Já no Morro da Liberdade, na zona Sul, atinge 116,6 µg/m³. Os níveis são considerados “muito ruins”.
Os dados do Selva mostram que o cenário é semelhante em bairros de todas as zonas de Manaus. A exceção é a área próxima ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, onde a qualidade do ar aparece em nível moderado, com concentração de 32,3 µg/m³.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a concentração média dessas partículas não deve ultrapassar 15 microgramas por metro cúbico em 24 horas. Quanto menor a concentração de poluentes no ar, menores são os riscos à saúde.