Mesmo num cenário de crise, cooperações estrangeiras trazem expectativas para a UEA
Parcerias com institutos de pesquisa e universidades estrangeiras firmadas ao longo dos últimos dois anos mostram como a universidade expandiu suas fronteiras além da Amazônia
Ao completar 15 anos em 2016, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deixa sua marca para economia regional já tendo formado milhares de profissionais e comemora os caminhos de sucesso, mesmo com frustração orçamentárias da ordem de 20% por conta da crise econômica que afeta o caixa do governo.
Parcerias com institutos de pesquisa e universidades estrangeiras firmadas ao longo dos últimos dois anos mostram como a universidade expandiu suas fronteiras além da Amazônia, apostando no intercâmbio de conhecimento científico e formação de recursos humanos de qualidade.
Desde que foi criada, foram firmados 40 acordos de cooperação, além de termos aditivos a esses documentos. Em pleno funcionamento estão, ainda, diversos laboratórios da Universidade que contam com pesquisadores locais e com apoio de pesquisadores de diversos países. As áreas de engenharia, física, química e ciências biológicas têm atuação direta de professores estrangeiros, informou o reitor da UEA, professor e médico cirurgião vascular, Cleinaldo Costa.
As próximas parcerias previstas são com a Universidade Breda, da Holanda, que mostrou interesse em cooperações nas áreas de cultura, turismo e entretenimento. “Temos diversas possibilidades no uso de novas tecnologias, no desenvolvimento de projetos conjuntos que irão alavancar turismo no nosso Estado do ponto de vista bilateral”, explicou o reitor. O segundo acordo é com a Universidade de Zagreb, na Croácia, que prevê ações em diversas áreas como direito, medicina, na ciências sociais e diversas áreas do conhecimento.
“Estamos trabalhando no projeto do Erasmus que nos permite mandar docentes para fora do País por meio de recursos da União Europeia. Esse é um novo cenário que vem sendo desenhado na UEA dentro desses últimos seis meses”, contou o reitor.
Para Cleinaldo, a UEA precisa ter outras marcas além da crise. “Enquanto o PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro foi negativo em 2015, o PIB de Santa Catarina, ancorado em diversas iniciativas que integram universidades e os setores público e privado, cresceu 9% no mesmo período”, destaca o reitor.
Pontos
Harvard
Parceria com a melhor universidade do mundo que visa a formação de recursos humanos nas áreas de engenharia e controle da qualidade do ar.
Utilização de ferramentas de comunicação da multinacional com serviços de interesse da comunidade acadêmica.
Microsoft
Possibilitou a colaboração mútua no âmbito do fomento à educação, qualificação, inovação e empreendedorismo.
Instituto Fraunhofer
Cooperação técnica para desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Universidade de Breda
Parceria nas áreas de cultura, turismo e entretenimento.
Universidade de Zagreb
Intercâmbio nas áreas de direito, medicina, ciências sociais.
Prioridades do ano
A UEA tem previsão de frustração de arrecadação da ordem de 20% do seu orçamento para 2016, o que tenta suprir com uma gestão mais eficiente, destaca o reitor Cleinaldo Costa.
“O que é um impacto significante e deverá ser corrigido a medida que estamos restringindo contratos e tentando preservar, sobretudo, docentes e técnicos administrativos, garantir o 13º salário e manter as bolsas de estudantes, como de iniciação científica.
A UEA possui mais de 25 mil estudantes regularmente matriculados na graduação e, também, na pós-graduação. É a maior universidade multicampi do País, ou seja, é a instituição de ensino superior brasileira com o maior número de unidades que integram a sua composição.
Em um ano e meio enviou 157 docentes para doutorado fora do Estado, o que trará resultado do ponto de vista de pesquisa, de desenvolvimento para a universidade nos próximos anos.