‘Meu objetivo é ficar até o final’, declara treinador do Amazonas FC
Apesar do interesse do Brasil de Pelotas, Rafael Lacerda seguirá no comando da Onça-Pintada da Zona Leste
A semana no Amazonas FC foi de bastante agitação. Não bastasse sofrer um derradeiro empate no último minuto de jogo contra o São Raimundo-RR, a Onça-Pintada viu sua vantagem sobre os adversários do grupo A1 da Série D ser pulverizada e, de quebra, teve que lidar com a incerteza da permanência do treinador Rafael Lacerda, que recebeu proposta do GE Brasil-RS, mas que acabou ficando.
Por fim, o saldo do clube aurinegro nesse contexto apresentado ficou positivo, já que a equipe ainda é líder da chave na competição nacional, segue invicta e viu, na manutenção do treinador gaúcho, a possibilidade de seguir sonhando com um inédito acesso à Série C.
Familiarizado e feliz no estado do Amazonas, Rafael Lacerda comandou o último treino do time aurinegro, antes da viagem para Boa Vista, onde neste domingo (5), às 17h (horário de Manaus), a equipe enfrenta novamente o São Raimundo-RR, desta vez fora de casa. Durante a coletiva, o comandante explicou os motivos que o fizeram ficar à frente da Onça e revelou ter ficado ‘balançado’ com a proposta do clube gaúcho.
“Na verdade teve a proposta (do Brasil), foi na segunda ou terça-feira. A gente teve contato através de um empresário, que não era o meu, e depois através do presidente e do vice-presidente do Brasil. A gente conversou e eu não posso dizer que não tive o interesse em ir. Porque depois da dupla Gre-Nal, é um clube com uma camisa muito forte, é uma das torcidas mais apaixonadas do interior, ao lado do Caxias e do Juventude. Eu, quando atleta, sempre tive vontade de jogar no Brasil de Pelotas, todos os jogadores têm essa vontade de jogar em relação à torcida, a camisa e como treinador também. Confesso que tinha vontade de trabalhar lá”.
Lacerda ainda frisou estar focado no projeto de acesso do clube amazonense. Disse ainda não estar à passeio no Amazonas e ressaltou o comprometimento – que cobra de seus jogadores – como fator que influiu diretamente na sua decisão. Ele relembrou ainda estar em início de carreira como treinador de futebol e que, também por isso, não poderia abandonar a equipe aurinegra no meio de uma campanha.
“Quando a gente decidiu vir ao Amazonas, a gente não veio se aventurar. A gente acreditou muito no projeto do Amazonas, muito no que a direção nos passou. Não seria legal eu, iniciando uma carreira como estou, no meu terceiro ou quarto ano como treinador, no meu primeiro desafio, sair. Tudo que eu peço dos meus atletas é comprometimento e eu, na proposta oficial, já pegar e abandonar… e, ainda mais, por ser um time do meu estado, todo mundo pensou que eu iria. Não tenho problema nenhum em dizer que fiquei balançado, mas eu respeito muito o Amazonas, o clube e o que a cidade está me oferecendo, e o meu objetivo é ficar até o final da Série D”, finalizou.
Sequência
O Amazonas viaja nesta sexta-feira, às 15h, para Roraima, onde enfrentará o São Raimundo-RR, pela 8ª rodada do Grupo A1, do Brasileirão Série D