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A Crítica
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Ministros vem a Manaus e ampliam forças contra queimadas no AM

Ações incluem atuação das Forças Armadas, cinco novas aeronaves e apuração da Polícia Federal sobre incêndios criminosos.

Publicado em 18/10/2026 às 08h14

Para conter o avanço dos incêndios florestais e a alta concentração de fumaça em Manaus, uma comitiva do governo federal desembarca na capital amazonense para coordenar ações conjuntas com o estado e órgãos de fiscalização. A iniciativa reúne os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Justiça e Segurança Pública, da Defesa e da Integração e Desenvolvimento Regional.

O plano emergencial prevê o envio de soldados das Forças Armadas com treinamento de brigadistas para o combate direto ao fogo, além da mobilização de cinco aeronaves adicionais para atuação na região. Segundo o governo, a densidade da fumaça na capital foi agravada por um fenômeno de inversão térmica, que concentra a poluição de áreas do entorno sobre a área urbana.

Investigação de ações criminosas

A apuração federal aponta indícios de queimadas premeditadas e criminosas no estado. Há registros de arremesso de garrafas com combustível em vegetações próximas a rodovias e focos de calor alinhados geometricamente em áreas de floresta densa, distantes de regiões produtivas.

Uma força-tarefa integrada pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Civil investiga a atuação de grupos organizados e possíveis motivações por trás dos focos de incêndio.

Recursos e atendimento em saúde

Na frente orçamentária, foram liberados R$ 34,7 milhões ao Corpo de Bombeiros do Amazonas via Fundo Amazônia — de um total previsto de R$ 45 milhões — para capacitação, viaturas e equipamentos. A Defesa Civil Nacional também repassou R$ 14 milhões para apoiar municípios em emergência, verba que inclui o custeio de duas aeronaves complementares.

Na área da saúde, profissionais da Força Nacional do SUS permanecem em Manaus para monitorar o fluxo de atendimento em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos de emergência, avaliando a demanda de pacientes com problemas respiratórios decorrentes da poluição e a disponibilidade de insumos hospitalares.

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