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MPF notifica Google sobre app racista e Governo Federal propõe ação contra discurso de ódio

O jogo chamado ‘Simulador de Escravidão’ estava disponível na loja de aplicativos e foi retirado do ar por volta de 13h15, horário em que o jogo havia sido baixado mil vezes

Publicado em 24/05/2023 às 20h09
MPF notifica Google sobre app racista e Governo Federal propõe ação contra discurso de ódio
Foto: Reprodução

O Ministério Publico Federal (MPF) notificou nesta quarta-feira (24) a Google após denúncia do jogo racista ‘Simulador de Escravidão’ disponível na loja de aplicativos da empresa, a PlayStore. O jogo simulava torturas, guerras e castigos com a temática ‘Escravidão’. No app, os jogadores eram chamados a brincar de comprar, vender, castigar e até receber prazer de pessoas escravizadas.

Em nota, o órgão ministerial informou que solicitará investigação no âmbito criminal. Os criadores dizem que o jogo “foi criado para fins de entretenimento” e que condenam “a escravidão no mundo real”. O site Tilt do Uol tentou contato pelas redes sociais com a empresa Magnus Games, do ucraniano Andrej Kardashov, mas ainda não obteve resposta.

Até a manhã de hoje (24), o jogo já havia sido baixado mais de mil vezes. O aplicativo foi retirado do ar por volta de 13h15. O Ministério da Igualdade Racial procurou o Google e o MPF e disse que vai investigar o jogo ‘Simulador de Escravidão’, que estava hospedado na Play Store e que gerou indignação. Após protestos, a empresa tirou o aplicativo do ar. 


Jogo simulava torturas, guerras e castigos com a temática Escravidão (Foto: Reprodução)

“Não permitimos apps que promovam violência ou incitem ódio contra indivíduos ou grupos com base em raça ou origem étnica, ou que retratem ou promovam violência gratuita ou outras atividades perigosas. Qualquer pessoa que acredite ter encontrado um aplicativo que esteja em desacordo com as nossas regras pode fazer uma denúncia”, disse a Google em nota. 

O Ministério da Igualdade Racial também se manifestou sobre o assunto. “Reiteramos o compromisso irreversível com a eliminação das desigualdades raciais e a promoção de políticas que coíbam a disseminação de conteúdo racista na internet, nos estádios de futebol e na sociedade como um todo”, disse por meio de nota.

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