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Mulher é detida em Presidente Figueiredo após tentar adotar bebê de forma irregular

Suspeita procurou maternidade para emitir documento de nascimento, mas recusou exames e depois confessou o crime

Publicado em 04/12/2025 às 15h29
Mulher é detida em Presidente Figueiredo após tentar adotar bebê de forma irregular

Uma mulher, de 39 anos, foi detida em Presidente Figueiredo (119 quilômetros de distância de Manaus), na última terça-feira (2) por tentativa de adoção irregular de um bebê. A criança foi direcionada para um abrigo e está bem. 

O caso aconteceu na Maternidade Eleíta Almeida quando a mulher, que não teve a identidade divulgada, procurou a unidade de saúde para emitir uma Declaração de Nascido Vivo (DNV), sob a alegação de que o bebê teria nascido na residência dela, no último dia 24. Durante a emissão do documento, ela se negou a realizar exames comprobatórios e justificou que tinha problemas psicológicos e pânico ao ser tocada. A equipe da assistência social da maternidade acionou o Conselho Tutelar logo em seguida e descobriram que a criança não era filha dela. 

“A gente foi averiguar a situação e conseguimos a informação que a criança não era dessa pessoa. Acionamos a delegacia que encaminhou uma equipe para o hospital e a gente deu continuidade no processo”, disse o conselheriro Alcinei Arruda.

A mulher foi encaminhada para o 37º Distrito Integrado de Polícia e segundo o delegado Valdenei Silva, confessou que não era a mãe do bebê. Ele disse que ela deve responder por tentativa irregular de adoção e que a criança foi direcionada, a pedido do Ministério Público do Estado, para um abrigo. A verdadeira mãe foi localizada, mas nenhuma informação sobre ela ou o contexto de como a criança chegou até a suspeita foi divulgada. 

O Conselho Tutelar da cidade informou que possui um projeto para ajudar no processo adoção e que qualquer informação a respeito é de livre acesso. Segundo o Conselho Tutelar, esse não é o primeiro caso de uma tentativa irregular, e que o ato é criminoso.

“Uma criança precisa de cuidados, de uma família sim, mas com responsabilidade e aqui fica o nosso alerta”, disse a conselheira Lurdinha Xavier.

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