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A Crítica
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Novas medidas para lixo de Manaus são estudadas

Dentre as possibilidades estão a expansão do aterro atual, localizado no quilômetro 19 da rodovia AM-010 ou a instalação do aterro em outro local

Publicado em 10/06/2021 às 16h23 · Atualizado em 09/03/2022 às 08h03
Novas medidas para lixo de Manaus são estudadas
Foto: Atual aterro sanitário de Manaus. Foto: Gilson Mello

Há três anos para o fim da vida útil do aterro sanitário municipal, autoridades públicas e ambientais do estado e do município começam a buscar alternativas para a alocação dos resíduos sólidos na capital. Na manhã desta quinta-feira (10), a Comissão de Meio Ambiente, Proteção aos Animais e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa (Caama/ALE-AM) realizou uma vistoria para atestar as ações preventivas planejadas pelo prefeito David Almeida e o secretário de Limpeza Pública (Semuslp), Sabbá Reis.

Na visita, os técnicos da prefeitura indicaram que há duas saídas para o problema. O primeiro seria a expansão do projeto atual, localizado no quilômetro 19 da rodovia AM-010. Com o aumento seria possível prolongar o período de uso do local em até 20 anos. Já o segundo, e mais provável, seria instalação do aterro em outro local. Sem revelar, o prefeito assegurou que há pelo menos quatro alternativas que estão em análise.

“Nós nos antecipamos. Nós temos cinco meses de gestão e temos um problema para administrar. Temos que ter opções e alternativas para que eu possa começar a agir. Estamos construindo uma proposta para que nós possamos apresentar para na sociedade manauara de solução para a destinação de resíduos sólidos na nossa cidade de Manaus”, esclareceu Almeida.

O local recebe desde os anos 80 o lixo produzido na capital do Amazonas. Foi somente em 2006, durante a gestão do ex-prefeito e agora deputado Serafim Correa (PSB) que a tecnologia para manejo de resíduos foi emprega. Entretanto, a solução não foi suficiente para reparar os danos no lençol freático da região, e os dejetos contaminaram igarapés como o da ponte da Bolívia, da Conceição e das cachoeiras Alta e do Tarumã.

O novo aterro foi uma das promessas de campanha do ex-prefeito, Arthur Neto (PSDB), mas nunca saiu do papel. Agora com o tempo chegando ao fim, a gestão atual precisará encontrar saídas rápidas para solucionar o problema. E para isso, propostas estão sendo discutidas em conjunto com os órgãos ambientas como o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), além de entidades como o Conselho Estadual de Engenharia e Agronomia (CREA).

Oficialmente o aterro tem validade até 2023, mas com um acordo com o Ipaam o prazo foi protestado por mais um ano. A esperança do secretário da Semulsp é na conscientização da população em relação à reciclagem dos resíduos que permitirá dessa forma que menos lixo chegue até o local.

“Não foram pegos de surpresa (…). A prefeitura está tratando sobre esse assunto e nós vamos procurar alternativas para continuar destinando esse serviço para a cidade de Manaus”, reforçou Sabbá Reis.

Em média, segundo dados da Semuslp, um manauara produz 1,2 quilos de resíduos diariamente. Ao todo, mais de 900 toneladas de lixo são recolhidos anualmente na cidade. Somente 2,2% desse total é reciclado pela população.

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