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ONU pede ação global para enfrentar ameaça cibernética às crianças

A exigência de ação rápida e em conjunto é um dos desafios dos governos e sociedades em todo o mundo, de acordo com a ONU, a fim de assegurar objetivamente a proteção das crianças das tendências classificadas de “alarmantes’ pela agência.

Publicado em 12/03/2026 às 08h51
ONU pede ação global para enfrentar ameaça cibernética às crianças
Foto: Agência Brasil

Uma em cada duas crianças vítimas do bullying cibernético não sabe onde obter apoio adequado. A informação é de um relatório das Nações Unidas sobre Violência contra Crianças apresentado, na terça-feira, 10 de março, em Genebra, sede do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A pesquisa reúne dados de uma escuta com 30 mil crianças de todas as regiões do mundo e ressalta o impacto da inteligência artificial que transformou fundamentalmente a ameaça que as crianças já enfrentavam online. A exigência de ação rápida e em conjunto é um dos desafios dos governos e sociedades em todo o mundo, de acordo com a ONU, a fim de assegurar objetivamente a proteção das crianças das tendências classificadas de “alarmantes’ pela agência.

O bullying cibernético ou intimidação na internet afeta dois terços das crianças no mundo. Para a ONU, o rápido avanço e a acessibilidade da Inteligência Artificial (IA) generativa estão remodelando o bullying cibernético, tornando-o mais rápido, mais direcionado, mais difícil de detectar e capaz de se espalhar por múltiplas plataformas em grande escala.

O documento da ONU lembra que o ecossistema online hoje contém fotos e vídeos deepfake, gerados por IA e a manipulação de crianças por meio de chatbots e outras ferramentas. Nesse tipo de ambiente, muitas crianças confiam demais ou se confundem e não conseguem distinguir da interação humana real. Tornam-se alvos fáceis dos que operam esse ecossistema.

A representante especial do secretário-geral ONU sobre Violência contra Criança, Najat M’jid, afirma que é preciso envolver todos os interessados no ecossistema de proteção infantil online, incluindo governos, indústria, educadores, famílias, crianças e jovens, como a única maneira de proteger as crianças de danos online, permitindo, ao mesmo tempo, uma participação digital segura.

Nesse momento, milhares de crianças estão vulneráveis aos ataques online, sofrem transtornos e se sentem acuados, por vezes, vivem sob transtornos e não conseguem falar a respeito. Uma das crianças ouvidas na pesquisa relata que os espaços digitais destinados aos cuidados são mais para expor o dano e não no sentido de trabalhar a solução. Para ela, é preciso que esses espaços sejam de ajuda rápida, segura e humana. O estudo da ONU aponta exatamente a distância entre o tamanho da ameaça existente e a falta de mecanismos de proteção.

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