Para Leonel Feitoza, ciclista atropelado foi assassinado
Presidente do Detran-AM desqualificou o laudo do Sinetram,o qual afirma que o motorista do ônibus não teve culpa na morte de Antônio Simão, de 61 anos
Após analisar outro vídeo do acidente vídeo do acidente que ocasionou a morte do ciclista Antônio Simão de Lima, 61, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), Leonel Feitoza, afirmou que o caso é considerado como “assassinato”.
Da nota expedida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Manaus (Sinetram), que apontou num suposto “laudo preliminar” que o motorista envolvido no acidente, Robert de Oliveira Mota, 29, não cometeu nenhuma infração, “pois estava na faixa de rolagem permitida para o tráfego”, Leonel considerou uma falta de “bom senso” e reforçou que a perícia leva aproximadamente de 20 a 30 dias para concluir qualquer coisa.
De acordo com o diretor-presidente, o limite de velocidade na avenida Djalma Batista é de 60 km/h, mas no horário de fluxo, igual ao momento em que ocorreu o acidente, Leonel informou que deve ser no máximo 40km/h, o recomendado.
“Nas imagens é nítido que o motorista do ônibus ultrapassou o limite de velocidade permitido. Ele cometeu uma imprudência, pois além do excesso de velocidade, no trânsito temos que respeitar sempre o mais fraco, que vem primeiro o pedestre e depois os ciclistas, motociclista e em seguida o automóvel. O motorista está protegido por uma couraça de aço e de ferro. Logo após o acidente o Detran solicitou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deste condutor e vamos aguardar a conclusão do laudo para saber se vamos suspender ou caçar esta habilitação”, explicou Leonel.
Sobre o laudo do acidente laudo do acidente do ciclista, Feitoza reforçou que não há condições técnicas para ser liberado em menos de 24 horas.
Além das campanhas que o Detran e o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Leonel explicou que para termos segurança no trânsito é necessário conscientização dos motoristas.
“Acidente de trânsito só acontece por causa de três fatores: o álcool, imprudência e excesso de velocidade. No caso do acidente do ciclista podemos destacar dois desses fatores, pois o motorista do ônibus, como verifiquei nas imagens estava em alta velocidade e a fina que tirou do ciclista, consideramos como uma imprudência, logo ele estava ciente do que ocorreu”, reforçou.
Sobre o possível desequilíbrio do ciclista, Leonel afirmou que o vídeo é claro e por causa da ‘fina’ tirada pelo motorista do ônibus, o veículo acabou batendo o ciclistas e em nenhum momento a vítima chegou ultrapassar a faixa do transporte público como informou o motorista.
A bicicleta era uma opção
“Ele estava bem de saúde, e trabalhava de bicicleta por opção”. Essa é a declaração de Eliane Lima, uma das filhas do ciclista Antônio Simão de Lima Araújo, 61, que morreu quinta-feira, na avenida Djalma Batista, após ser atropelado por um ônibus. Familiares acreditam que o motorista do coletivo 440, Robert de Oliveira Mota, 29 teve culpa, pois poderia ter evitado a tragédia. Leia mais aqui. Leia mais aqui.
“Nós tínhamos dúvida se ele (Antônio) tinha cometido um deslize, mas ficou bem claro que não. Ele ia pela trajetória dele e o ônibus que encostou. O motorista tinha toda a visão”, afirmou a filha do ciclista.
Antônio trabalhava com manutenção e limpeza de piscinas. “Depois de muitos anos ele ainda trabalhava, prestava serviço na casa das pessoas. Morava no Novo Israel, pegava a bicicleta na casa da irmã, na Chapada, e seguia para trabalhar.”
Numa nota oficial contestada, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e a empresa Líder afirmaram que Robert de Oliveira Mota, 29, não teve culpa no atropelamento. Conforme a entidade, um “laudo preliminar”, que não era assinado por nenhum perito e foi produzido a pedido da própria Líder, responsável pela linha 440, foi verificado “que o motorista Robert não teve culpa e não cometeu nenhuma infração de trânsito”.
Nas redes sociais o suposto laudo foi confrontado com as imagens de câmeras de vigilância na qual o ônibus não muda a trajetória até se chocar com o ciclista. A família também desqualificou o laudo usando os vídeos.
Carreteiro estava todo errado
Do caso da carreta carregada de componentes eletrônicos que tombou no complexo viário Antônio Simões tombou no complexo viário Antônio Simões , na avenida Umberto Calderaro Filho, no início da manhã da última quinta-feira o diretor-presidente do Detran, Leonel Feitoza, informou que as imagens da câmera de segurança confirmaram que o motoristas também estava em alta velocidade.
A perícia da Polícia Civil do Amazonas que esteve no local, repassou ao Detran que além da alta velocidade, toda a carga da carreta estava mal condicionada e o tacófrago não funcionava. A CNH do condutor também foi suspensa e pode ser caçada pela autoridade de trânsito.
Colaborou: Vinícius Leal