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Patriota confirma Coronel Menezes como pré-candidato à Prefeitura de Manaus

O partido retirou a pré-candidatura do presidente estadual do partido, deputado Felipe Souza. Menezes é ex-superintendente da Suframa e próximo de Bolsonaro

Publicado em 04/09/2020 às 18h17 · Atualizado em 09/03/2022 às 23h38
Patriota confirma Coronel Menezes como pré-candidato à Prefeitura de Manaus
Foto: Divulgação

O Patriota confirmou o ex-superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), coronel Menezes, como pré-candidato à Prefeitura de Manaus e retirou a pré-candidatura do presidente estadual do partido, deputado Felipe Souza.

O anúncio foi feito no início da tarde desta sexta-feira, na sede do partido, no Bairro Nossa Senhora das Graças. Menezes já despontava como pré-candidato pelo Patriota desde junho.

Na ocasião, a candidatura de Menezes foi contestada por não constar na lista de filiados, como atestou documento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Coronel Menezes é padrinho de casamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e foi nomeado para Suframa no início do ano passado.

Durante a coletiva, tanto Menezes quanto Felipe Souza foram enfáticos ao reforçar as bandeiras do Patriota. Souza afirmou que Menezes é o único candidato que tem o “DNA do presidente Bolsonaro” em Manaus.

“É o cara que tem uma ligação com o presidente da República há 40 anos, uma ligação familiar. Ele é numa linguagem popular da cozinha do nosso presidente. Isso será muito importante numa futura administração da Prefeitura de Manaus em busca de apoio, de recursos para poder realizar as obras que Manaus precisa”, declarou.

Já declarado como pré-candidato do Patriota, Menezes disse que não tem amarras “com nenhum desses cinco políticos que representam uma oligarquia que domina o estado há mais de 40 anos”.

Menezes voltou a se firmar como candidato da “nova política” e disse que a suposta “velha política” não tem quadros competentes para gerir a “máquina pública” da capital.

O pré-candidato aparece nas pesquisas de intenção de voto com menos de 1% das intenções voto. Sobre a rejeição, Menezes é o 11° nome neste ranking.

Alberto Neto

Menezes falou da escolha do deputado capitão Alberto Neto (Republicanos) como novo vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara. Para Menezes, ao aceitar o cargo de vice liderança, Alberto Neto deveria deixar de imediato a corrida eleitoral.

Menezes fez afagos ao deputado se referindo a ele como um “cara bacana” que o ajudou enquanto era superintendente, mas o congressista, para o pré-candidato, “é uma contradição de expressão” por ser “tutelado pelo Sillas e Omar”.

Improbidade administrativa

Questionado por A CRÍTICA sobre abertura de inquérito pelo Ministério Público Federal (MPF) para apurar possível direcionamento de contrato para prestar serviços de reforma durante a sua administração na Suframa, que soma R$ 3,6 milhões, Menezes explicou que a empresa foi escolhida dentro de um processo licitatório legal e que a empresa tinha a “capacidade de realizar serviços de reparação em toda área da Suframa”.

A denúncia que deu início ao inquérito do MPF foi feita pelo deputado federal Marcelo Ramos (PL) que alega que Menezes beneficiou a empresa Brilhante, de um amigo de Menezes, para prestar serviços de manutenção sem licitação na autarquia federal.

Menezes afirmou que a denúncia de Ramos é “factoide” para “desconstruir as pessoas que estão trabalhando”. O prefeiturável rebateu e negou que o contrato tenha o valor R$ 3,6 milhões. Segundo ele, a única obra que a empresa fez abrange todas as sedes da Suframa em outros estados e que foi pago uma nota de R$ 400 mil.

A Suframa afirma, em nota, que a contratação da empresa atendeu “a uma recomendação” feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em 2015 para substituir o contrato vigente.

Conforme apurou o site Poder 360 em janeiro, o TCU nega que exista em seu registro qualquer processo, recomendação ou determinação dirigida à Suframa sobre o contrato.

Guarda Civil

Menezes declarou que é favorável que a guarda municipal seja armada e que faça parte de um sistema de segurança integrado. Conforme o prefeiturável, a população pouco quer saber se a segurança pública é obrigação do estado ou da prefeitura “ela quer é ter a segurança”.

“Somos favoráveis, precisamos só regular a legislação para que esse guarda municipal seja armado a fim de dar à população esse senso de segurança municipalmente, em logradouros públicos e escolas”, comentou.

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