Policial Militar é suspeito de assassinar cachorro na Zona Norte
“Romário” tinha dez anos e era cuidado por todos no Bairro Mundo Novo, onde era muito amado
Amado e cuidado por moradores do bairro Novo Mundo, na Zona Norte de Manaus, o cachorro Romário, de aproximadamente 10 anos, foi morto de forma violenta, na tarde de quinta-feira (25). O suspeito de cometer o crime é o policial militar Leonardo Leal, conforme denúncia de moradores. O caso está sendo acompanhado pela Comissão Especial de Proteção aos Animas da Ordem dos Advogados do Brasil-Amazonas (Cepa/OAB-AM).
De acordo com a presidente da Cepa/OAB-AM, a advogada Aline de Oliveira, o cachorro Romário era um animal comunitário muito amado no bairro. Ele era vacinado, castrado e sadio. “A comissão tomou conhecimento do caso por meio das redes sociais, após o apelo da médica veterinária no vídeo que viralizou, informando que o cachorro Romário havia sido assassinado com um tiro”, disse.
Segundo a advogada, assim que a comissão soube do caso, no dia 25, se colocou a disposição e comunicou o crime à Polícia Civil do Amazonas, através de um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema).
“Vamos acompanhar o inquérito policial e o processo criminal sobre o caso, pleiteando a condenação do criminoso. Assim como iremos solicitar a instauração do processo administrativo contra o policial militar, pela sua conduta divergente dos preceitos pregados pela Polícia Militar do Amazonas”, afirmou.
Um vídeo gravado por câmeras de segurança e divulgado por um morador mostra o momento em que o homem comete o crime. No vídeo, ele aparece saindo de uma casa naquele bairro, em uma motocicleta, por volta das 17h50. Há poucos metros depois, o homem para na moto e realiza os disparos, seguindo caminho logo em seguida, como se nada tivesse acontecido.
Em nota, a Cepa/OAB-AM repudiou o ato e afirmou que irá acompanhar o caso e “pretende coibir atos como estes por parte de autoridades que possuem posse de arma, e que os mesmos não podem sair cometendo maus-tratos a animais, quaisquer que sejam eles”.
“A Comissão irá acompanhar todo este caso com a formalização de inquérito de maus-tratos contra o autor do delito e representação contra este na Corregedoria da Polícia Militar. Que todas as vezes que uma pessoa pense em atirar em um ser vulnerável como um animal doméstico que este entenda que estes possuem pessoas para garantir seu direito básico, qual seja a vida”, diz trecho da nota.
Procurada pelo A Crítica, a Polícia Militar do Amazonas não respondeu aos questionamentos até o fechamento da matéria. A reportagem aguarda um posicionamento sobre o caso.