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A Crítica
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Prefeito de Manaus dá ultimato à presidente Dilma Rousseff

Artur Virgílio Neto (PSDB) afirmou que se o Governo Federal não cumprir promessa vai agradecer a ‘boa vontade’ e pagará obras com recursos da prefeitura

Publicado em 15/05/2014 às 16h04 · Atualizado em 12/03/2022 às 11h56
Prefeito de Manaus dá ultimato à presidente Dilma Rousseff

No mesmo tom de irritação dos quase quatro mil prefeitos brasileiros, por conta da ausência da presidente Dilma Rousseff na 17ª Marcha em Defesa dos Municípios, o prefeito Artur Neto (PSDB) cansou das promessas do Palácio do Planalto. O tucano estipulou prazo até a próxima segunda-feira (19), para ter na conta da Prefeitura de Manaus pelo menos R$ 125 milhões, do total de R$ 360 milhões, prometidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) para a infraestrutura na capital do Amazonas.

Se os recursos não forem repassados, Artur diz que vai agradecer a “boa vontade” da presidente e providenciar o pagamento às empreiteiras que estão concluindo obras como os corredores exclusivos de ônibus. O prefeito também anunciou para segunda-feira a assinatura do convênio entre a Prefeitura de Manaus e Governo do Estado, no valor de R$ 110 milhões, para custear obras de infraestrutura.

Presente no segundo dia da Marcha dos Prefeitos, Artur Neto acompanhou o debate com os principais pré-candidatos a presidente da Republica. Compareceram o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos e a candidata a vice, Marina Silva, ambos do PSB; o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o Pastor Everaldo (PSC), também presidenciáveis.

Em abril do ano passado, Artur Neto teve a promessa do Governo petista de que teria recursos na ordem de R$ 360 milhões, sendo R$ 125 milhões para pagar obras em andamento na cidade, R$ 200 milhões da Caixa Econômica Federal para outras obras de infraestrutura e R$ 35 milhões a serem investidos na recuperação do centro histórico. No mês passado, o prefeito de Manaus, em companhia do líder do Governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), esteve com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para viabilizar a liberação dos recursos.

“Até agora, só ouvi conversa e não vi chegar recursos em Manaus. Eu lamento, mas não posso mais segurar o pagamento das empresas que estão trabalhando nas obras, não quero levá-las à falência nem a paralisação das obras. Eu fui atrasando, na esperança e acreditando que os R$ 125 milhões prometidos pela presidente iam sair, mas não saiu. Eu tenho dinheiro em caixa para pagar, fruto da poupança que estamos fazendo para enfrentar a crise do ano que vem. Caso o dinheiro não saia até segunda-feira, vou dizer muito obrigado. Pode ter havido boa intenção, mas faltou agilidade para a liberação dos recursos”, disse Artur Neto.

O preito de Manaus disse que não deixará de votar no candidato do PSDB. E que o impasse com o governo não tem a ver com a eleição. “Não é arroubo nem intolerância, mas não tenho como mais postergar o pagamento das obras”, declarou Artur Neto.

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