Prefeitura de Silves desiste de decisão que proibia comércio de peixes pela rabdomiólise
Após proibir a comercialização de tambaqui, pirapitinga, pacu e arabaiana no município, a prefeitura voltou atrás e anulou a decisão
Após proibir a comercialização de peixes das espécies tambaqui, pirapitinga, pacu e arabaiana, a Prefeitura de Silves (a 267 quilômetros de Manaus) voltou atrás e anulou a decisão, nesta quarta-feira (1º). A liberação ocorre 48 horas após a proibição que, segundo a Secretaria de Saúde do município, tinha como objetivo conter possíveis casos de rabdomiólise.
Conforme os departamentos de Vigilância em Saúde e Vigilância Sanitária do município, a revogação acontece após inspeção e investigação nas bancas e comércio de peixes. Segundo os órgãos, a liberação segue o pressuposto de que não há dados científicos comprovados que indiquem a suspensão do consumo de peixes, e os casos da Síndrome de Halff no município seriam casos isolados.
“Reforçamos que tais medidas anteriores foram tomadas apenas 48 horas para a inspeção e investigação, visando à prevenção e a qualidade da saúde de nossos munícipes”, diz trecho da nota. A prefeitura reforçou, no entanto, sobre o cuidado com o consumo de peixes oriundos de outros municípios.
Segundo especialistas, a doença pode ser desencadeada por múltiplas causas, entre elas medicamento, atividade física intensa e excessiva, e ingestão de toxinas. O infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Antonio Magela, afirmou não haver indicação para a suspensão do consumo de peixes no Amazonas, por causa dos casos de rabdomiólise em investigação.
De acordo com o último levantamento divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), nesta quarta-feira (1º), o Amazonas tem 51 casos da síndrome notificados no estado. Destes, 36 são de Itacoatiara, quatro em Silves, quatro de Borba, dois em Manaus, dois em Parintins, um em Caapiranga, um em Autazes e um em Maués.