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Professora é acusada de exibir filmes pornográficos para 15 crianças em Manaus

Professora de projeto sócio-educativo é acusada de exibir filmes pornográficos ao final das aulas de reforço para crianças entre nove e dez anos. A delegacia Especializada na Proteção à Criança e Adolescente está investigando o caso.

Publicado em 15/09/2012 às 15h06 · Atualizado em 19/03/2022 às 13h24
Professora é acusada de exibir filmes pornográficos para 15 crianças em Manaus
Foto: Crianças denunciaram professora que exibia filmes pornôs durante aula

A Delegacia Especializada na Proteção à Criança e Adolescente (Deapca) investiga um suposto caso de aliciamento de 15 crianças, de nove a 10 anos de idade, que vinha ocorrendo há cerca de três anos, durante um projeto sócio-educativo e desportivo, aplicado na Vila Santa Terezinha, no bairro São Geraldo, Zona Oeste.Segundo denúncias dos pais e moradores da vila, a professora exibia filmes pornográficos para as crianças que recebiam aulas na antiga sede do centro comunitário, o Castelinho. As denúncias dos pais indicam, também, que além de exibir vídeos com conteúdo impróprio, a professora também permitia que alunos de idade mais avançada abusassem sexualmente dos menores.O caso só foi descoberto quando algumas crianças começaram a se queixar das aulas e relataram a situação para os pais. Uma adolescente de 13 anos, que praticava capoeira no local, descreveu, em detalhes, aos pais o que via nos filmes“Ela colocava filmes pornôs para a gente ver. Meu irmãozinho de nove anos de idade também acabava vendo. Eram filmes com homens e mulheres,mulheres com mulheres e homens com homens.” disse menina.A menina disse ainda que chegou a ser abusada por por outros alunos maiores e que relatava o ocorrido para a professora.“Eu falava para ela que os meninos estavam pegando em mim, no meu corpo, mas ela nem ligava. E quando a gente saía, ela dizia que não não era para contar para ninguém sobre os filmes pornôs, porque se não, ela não falava mais com a gente”, disse a menina.Um morador que não quis se identificar disse que, à medida em que as crianças eram questionadas sobre as aulas, repetiam a mesma história, entrando em detalhes sobre as posições sexuais que viam os atores dos filmes pornôs fazerem.“Os pequenos, que nem sabem o que é sexo, falavam que viam o membro dos atores, descreviam o tamanho do pênis deles, as posições que as mulheres faziam. São crianças, não iriam mentir. E, não foi só uma. Achamos que mais de 15 alunos foram submetidos a isso”, disse o morador, completando ainda. “Ela fazia um tipo de tortura psicológica com as crianças, dizendo que os pais delas não prestavam”, disse o morador.Os pais ficaram indignados e procuraram satisfações com a professora, que está sem frequentar a comunidade há quatro dias.“Eu fiquei muito irado quando descobri. Fiquei dois dias sem dormir, indignado. A gente confiava nela, mandava nossos filhos para lá. Para mim é uma coisa horrível fazer isso com nossas crianças. Já pensou, nós deixávamos nosso filhos irem para lá, pensando que eles estavam recebendo educação educação , fazendo esporte. E, no final, acontecia isso”, disse o aposentado Walter dos Anjos. Por telefone, no final da noite de ontem, a reportagem de A Critica conseguiu conversar com a titular da Delegacia Especializada na Proteção à Crianças e ao Adolescente(DEPCA), Linda Gláucia, que se restringiu a informar que o caso está sob investigação da especializada e lamentou que a notícia tenha sido divulgada, pois teme que possa prejudicar os trabalhos de investigação do caso. Segundo informações prestadas pelos moradores que estão acompanhando o inquérito,três crianças já foram ouvidas pela especializada.

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