Manaus sáb, 17 out
A Crítica
Geral

Projeto de amazonenses é destaque em feira nacional de Ciências e Engenharia

A proposta do projeto foi pensar em uma solução alternativa aos métodos tradicionais de coleta de material das pessoas diabéticas para analisar os níveis de açúcar no sangue.

Publicado em 22/04/2020 às 10h00 · Atualizado em 10/03/2022 às 10h38
Projeto de amazonenses é destaque em feira nacional de Ciências e Engenharia
Foto: Maria Fernanda Baia e Monique Nascimento, estudantes premiadas por projeto voltado a diabéticos

Um projeto científico de três estudantes amazonenses ganhou o prêmio “Destaque Unidades da Federação – Amazonas” na 18ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que aconteceu entre os dias 23 de março e 4 de abril. Intitulado “Salose: sistema de monitoramento de cetoacidose diabética”, o projeto foi desenvolvido pelos estudantes da Fundação Matias Machline, Kevyn do Nascimento, Maria Fernanda Baia e Monique Nascimento, sob orientação do professor Marcelo Ribeiro.

De acordo com o professor de eletrônica, Marcelo Ribeiro, que orientou o projeto, o principal objetivo do “Salose” foi imergir os três alunos (então no ensino médio) no campo da iniciação científica. “A proposta é que eles utilizem de ferramentas técnicas adquiriras ao longo dos três anos do ensino médio técnico para fundamentar um projeto que busque propor soluções a problemas cotidianos da sociedade”, explicou.

A proposta do projeto “Salose: sistema de monitoramento de cetoacidose diabética”, conforme Ribeiro, foi pensar em uma solução alternativa aos métodos tradicionais de coleta de material das pessoas diabéticas para analisar os níveis de açúcar no sangue.

“Hoje, a coleta de material é feita a partir da amostra de sangue do paciente. A proposta levanta a hipótese desse material ser coletado a partir da saliva e analisado por um sistema eletrônico”, explanou.

“As principais dificuldades fora a aquisição dos materiais e componentes eletrônicos, visto que a maioria deles são importações, e até que chegassem na mão dos alunos levou bastante tempo, o que acabou por reduzir o tempo de pesquisa”, contou, acrescentando que a maior superação foi que ainda assim os alunos conseguiram demonstrar a teoria de forma satisfatória e tiveram o reconhecimento da comunidade de iniciação científica.

Uma das estudantes envolvidas na pesquisa, Monique Nascimento, 17, conta que desenvolver um projeto científico foi essencial para ela estar em contato com as demandas da sociedade. “É entusiasmante poder dividir isso com o público”, diz ela, que hoje estuda, ao mesmo tempo, ciências sociais e relações internacionais.

“A área de humanas, por mais que pareça ser oposta a área de exatas, ajuda a visualizar o mundo como ele é, e, por meio da engenharia, trabalhar para torná-lo melhor, integrando-as’, reflete ela.

“Houve uma dificuldade no começo do projeto, principalmente com a obtenção de materiais que vinham de fora do país, que demandavam gastos, e a falta de patrocínio, contudo, depois de um árduo trabalho, a sensação de realização obtida pelos nossos resultados não tem preço, e o reconhecimento disso é extremamente importante para seguirmos em frente”, disse.

Com a visibilidade conquistada na 18ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), os amazonenses já foram convidados para participar do Prêmio Zayed de Sustentabilidade, que será realizado em 2021, em São Paulo.

Premiação

O anúncio dos prêmios da 18ª edição da Febrace foi feito no dia 4 de abril por Iberê Thenório e Mariana Fulfaro, do Manual do Mundo, um canal do YouTube que explica a ciência de forma divertida. Os projetos foram avaliados em teleconferências fechadas, nas quais os estudantes fizerem apresentações para as bancas de avaliadores. Pela primeira vez a cerimônia foi realizada pela internet por causa da pandemia do novo coronavírus.

A mostra deste ano, realizada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), contou com 345 projetos finalistas de todas as áreas do conhecimento, desenvolvidos por 761 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de 295 escolas de todas as regiões do Brasil. No total, foram concedidos 281 prêmios

Leia também

Voltar para Geral