RespirAR: 125 pacientes do projeto recebem alta nesta sexta-feira
Com sequelas respiratórias da covid-19, os pacientes passaram por profissionais capacitados fundamentais para a recuperação
Em fevereiro deste ano, a aposentada Maria das Graças Souza da Silva, de 65 anos, positivou para Covid-19. Com sequelas respiratórias, hoje ela comemora a melhora da saúde por conta do projeto RespirAR, do Governo do Amazonas, que tem o objetivo de tratar pessoas com problemas em razão do novo coronavírus.
“Tem sido maravilhoso, eu vou para fisioterapia duas vezes na semana na Vila Olímpica. Minha respiração melhorou muito e eu fiquei até mais alegre, por que eu estava muito triste”, disse ela, que aproveita para encontrar os colegas que passam pelo mesmo tratamento.
A assistente social Maria Luiza Pereira Gomes, de 49 anos, é uma paciente não Covid-19 do projeto. Com fortes dores no ombro e na coluna, ela foi encaminhada para recuperação no Respirar do Centro Estadual de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus.
“Com o projeto, é que eu posso dizer que estou bem. Primeiro eu fiz fisioterapia, depois educação física e por fim, hidroterapia. Hoje, eu faço aula de dança até, consigo me levantar, coisas que a coluna não deixava eu fazer”.
Atletas da Sobrevivência
As duas pacientes estão entre as 125 pessoas que receberam alta do RespirAR nesta sexta-feira (15) e ganharam certificados de pacientes reabilitados. A coroação desse momento ocorreu no Centro de Convivência do Idoso, no bairro Aparecida, zona Sul.
Segundo o diretor-presidente da Fundação Amazonas de Alto Rendimento (Faar), Jorge Oliveira, os recuperados são chamados carinhosamente como atletas da sobrevivência. Com sequelas respiratórias, os pacientes passam por profissionais capacitados fundamentais para a recuperação.
“O projeto é uma referência nacional e internacional para o tratamento de pós Covid-19 que une a saúde e o esporte”, afirmou. “Os sequelados de Covid chegam precisando de fisioterapeuta, e quando eles estão preparados para receber a educação física, eles saem da fisioterapia e entram os profissionais de educação física para fortalecem seus corpos e assim eles terem uma oportunidade, depois do Covid-19, de seguirem sua vida com mais qualidade”.
O projeto tem 10 meses de atividade e já ultrapassou a marca de 115 mil atendimentos. O respirar é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com 10 unidades espalhadas pela capital amazonense, atualmente o projeto RespirAR conta com 176 colaboradores em seu quadro de funcionários, sendo 72 fisioterapeutas, 28 professores de educação física, oito técnicos em enfermagem, seis auxiliares administrativos e 51 estagiários.
“Os resultados do Respirar são surpreendentes, nós já atendemos mais de 20 mil amazonenses com mais de 125 mil atendimentos de fisioterapia e educação física. Os próximos passos é que nós temos mais de mil pacientes sendo trabalhados no Respirar e com certeza, virará uma política pública de Estado”, complementou o diretor-presidente.
Veja como ter acesso ao projeto
Para fazer parte do RespirAR, as pessoas com sequelas pós-Covid-19 podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma unidade para serem inseridas no Sistema Nacional de Regulação (Sisreg). Após autorização no sistema, o paciente recebe o encaminhamento para a consulta com fisioterapeuta, onde será avaliado para começar o tratamento adequado. Ao finalizar o tratamento, o paciente é orientado para aulas práticas com profissionais de educação física. Pessoas não Covid-19 também podem ser encaminhados para o projeto.
O RespirAR soma 10 núcleos de atendimentos espalhados pela capital. São eles: as Policlínicas Antônio Aleixo, Codajás, e João dos Santos Braga; os Centros de Atenção ao Idoso (Caimis) Ada Viana e André Araújo; os CECFs Padre Pedro Vignola e Magdalena Arce Daou; o Centro de Convivência do Idoso de Aparecida; e a Vila Olímpica de Manaus, localizada no Dom Pedro, zona centro-oeste da capital.