Retinoblastoma: entenda a doença e saiba como identificar os primeiros sinais
O assunto é um dos mais comentados na internet desde o último sábado, quando o apresentador Tiago Leifert falou que a filha está com a doença
O câncer da pequena Lua, filha de um ano do apresentador Tiago Leifert e da jornalista Daiana Garbin, acendeu em muitos pais o alerta de cuidados da saúde dos olhos das crianças. Muitos nunca tinham ouvido de falar do câncer de olhos, o retinoblastoma, e se assustaram com a gravidade da doença rara, que atinge uma média de 200 pessoas por ano no Brasil.
Segundo especialistas, esse é um tumor que acomete crianças pequenas, que nem sempre conseguem falar sobre qualquer desconforto que estejam sentindo. Diante disso, é muito importante que os pais fiquem atentos à qualquer mudança.
Os primeiros sinais da presença do rtinoblastoma são um reflexo esbranquiçado na pupila, estrabismo e, com menor frequência, inflamação e visão prejudicada.
A médica pediatra e neonatoligista Adeliane Bianchini explicou como é feito o acompanhamento da saúde dos olhos dos pequenos “O primeiro exame e que pode identificar alguma anomalia nos olhos do bebê precisa ser feito com até 72 horas após o nascimento. Trata-se do ‘teste do olhinho’, que é o Teste do Reflexo Vermelho e dever ser feito mensalmente em todas as consultas do bebê até ele completar um ano de idade. Caso seja apresentada alguma anomalia desse exame, a criança deve ser encaminha a um especialista com muita urgência”, explicou.
A partir dos 36 meses, na consulta de rotina na criança deve ser feita uma avaliação das pálpebras, córnea, íris e pupila, além de uma avaliação da fixação ocular da criança, alinhamento dos olhos e função visual apropriada para a idade.
Saiba aqui mais sobre o “teste do olhinho”.
Sinais de alerta
Os pais podem observar alguns sinais de que a criança precisa de acompanhamento especializado de acordo com o desenvolvimento que precisam apresentar com cada idade. Veja abaixo alguns desses sinais:
– Bebês de até dois meses que não fazem contato visual, não interagem com sorrisos e não reconhecem as próprias mãos;
– Os que têm seis meses e ainda não seguram seus brinquedos;
– Os que têm 11 meses e ainda não rostos ou expressões.