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A Crítica
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Rios do Amazonas entram lentamente em processo de vazante

Cerca de 48 municípios seguem em situação de emergência

Publicado em 23/07/2022 às 15h50
Rios do Amazonas entram lentamente em processo de vazante
Foto: Reprodução

Após registrar a quarta maior cheia no rio Negro, com cota de 29,75 metros e cheias histórias em alguns rios do Amazonas, o afluente tende a entrar na fase de vazante, diminuindo o seu nível de água até que chegue à sua cota mínima. A cheia nos rios do Amazonas deixou pelo menos 51 municípios em estado de emergência, com exceções para Manicoré, Humaitá e Ipixuna, localizados no Sul do Amazonas.

Um levantamento realizado pela Defesa Civil do Amazonas afirma que algumas Calhas já iniciaram seus processos de vazante. São elas: Bacia do Juruá, Bacia do Purus, Bacia do Madeira e Alto Solimões.

Em São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, os níveis do rio mantiveram-se estáveis nas últimas semanas, indicando possível fim do processo de enchente na região. Em Barcelos, o nível do rio superou a máxima histórica atingida no ano passado em junho, configurando uma nova cheia máxima. Nas últimas semanas, o nível do rio começou a baixar na estação. 

Em Manaus, o rio encontra-se em processo de vazante, com seu nível apresentando redução da ordem de 4 cm por dia, em média. Bacia do rio Solimões: Em Tabatinga, o rio Solimões apresenta processo regular de vazante. Nas outras estações monitoradas, o rio apresenta uma suave redução de nível nas últimas semanas, confirmando o princípio do processo de vazante ao longo de toda a sua calha. 

Durante o período em análise, de 21 de junho a 20 de julho, final da estação chuvosa em grande parte da região, são observados grandes volumes de precipitação sobre algumas bacias da área de monitoramento, volumes mais elevados nas bacias localizadas no Norte e Noroeste da região e os menores no extremo sul da área monitorada. 

Os volumes mais baixos, com mediana inferior a 35 mm, sobre as bacias do Ji-Paraná (7 mm), Aripuanã (8 mm), Guaporé (12 mm), Mamoré (28 mm), Beni (32 mm) e Madeira (35 mm). Acumulados de precipitação entre variando entre 38 e 137 mm ocorrem sobre o Purus (38 mm), Ucayali (45 mm), Juruá (67 mm), Coari (87 mm), Javari (102 mm), Tefé (103 mm), Marañon (110 mm), Jutaí (118 mm) e sobre o curso principal do Solimões (147 mm), os maiores valores acumulados em 30 dias, superiores a 200 mm, normalmente são observados sobre o Içá (203 mm), Napo (214 mm), Japurá (224 mm), Negro (227 mm) e o máximo observado sobre a bacia do Branco (248 mm). 

Entre os municípios afetados pela cheia de 2022, seis encontram-se em Situação de Alerta e 48 em Situação de Emergência. Um total de 575, 870 pessoas e 143.968 famílias afetadas pela enchente deste ano no estado do Amazonas.
O rio Negro em Manaus apresenta um hidrograma estável, em que em 75% dos anos da série histórica a cota máxima ocorre no mês de junho e em 19% no mês julho. A partir daí, o rio Negro tende a iniciar seu processo de vazante até que atinja a cota mínima.

O fim da vazante, por sua vez, não apresenta um período preferencial, podendo ocorrer entre outubro e janeiro do próximo ano.

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