Seca e fumaça: estiagem histórica muda cenário da Orla do Amarelinho, no Educandos
Um dos principais pontos turísticos da Zona Sul da capital, assim como quase toda a cidade, sofre respirando um ar altamente poluído
A Orla do Amarelinho, localizada na avenida Rio Negro, bairro Educandos, amanheceu pelo segundo dia consecutivo tomada por dois extremos climáticos: a seca causada pela estiagem severa e a intensa fumaça provocada por queimadas na região metropolitana de Manaus.
Um dos principais pontos turísticos da Zona Sul da capital, assim como quase toda a cidade, sofre respirando um ar altamente poluído.
Local onde antes era possível ver as águas do rio Negro, navegação de embarcações de pequeno, médio e grande porte, e até o céu azul, nesta quinta-feira (12) está totalmente seco e com uma grande “neblina” de fumaça no horizonte de quem resolve passear pela praça.
Segundo o líder comunitário Erasmo Amazonas, a população está sentindo na pele e nos pulmões o descaso das autoridades com os impactos das mudanças climáticas.
“[Essa realidade] será cada vez mais frequente e incêndios maiores. É o mundo sofrendo o negacionismo. Essa realidade chegou muito antes do que pensávamos. Já estamos vendo isso no mundo todo. Aqui na Amazônia essa tristeza da poluição do ar. Um calor infernal que nunca tínhamos enfrentado”, declarou Amazonas.
Segundo o painel de monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), a qualidade do ar às 12h40 desta quarta (12), na Zona Sul de Manaus – onde o bairro Educandos está localizado – apresenta uma concentração de 291,4 µg/m³ (micropartículas de poluição).

(Imagem:; Reprodução)
Este é o segundo pior índice da capital, perdendo para o Adrianópolis e bairros adjacentes na Zona Centro-Sul, com a concentração de 298,9 µg/m³.