Seca histórica pode causar falta de medicamentos no Amazonas, segundo Sindrogas
As farmácias e drogarias têm medicamentos em estoques até o dia 20 de novembro
O diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Drogarias do Amazonas (Sindrogas), Euler Barros, informou que existe a possibilidade da falta de medicamentos, devido à seca histórica que atinge o estado.
Euler Barros afirmou que análises elaboradas dois meses antes do período de seca subsidiaram reunião com os proprietários das farmácias. Desse encontro resultou um plano preventivo e a compra de estoque para suprir a demanda até o dia 20 de novembro próximo. Entretanto, o diretor ressalta que há possibilidade de faltar remédios.
“As drogarias se organizaram e se prepararam seus estoques para até novembro, dependendo da demanda. Mas, existe sim a possibilidade das distribuidoras ficarem sem medicamentos, caso a seca ultrapasse o mês de novembro”, disse.
Na quarta-feira, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, afirmou que os problemas no transporte fluvial podem levar a falta de remédios em Manaus.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) da Prefeitura de Manaus informou que a secretaria, até o momento, não detectou nenhuma manifestação de ausência de materiais dos fornecedores e que ainda possui medicamentos para chegar até novembro via terrestre ou fluvial devido à alta demanda. Mas disse que essa possibilidade (a falta de remédios) pode ocorrer.
Um dos grupos de distribuição de medicamentos, o Tapajós declarou que esse problema ainda não foi sentido por terem comprado com antecedência e em grandes quantidades.
O diretor do Sindrogas afirmou que, apesar da capital ter um estoque ‘tranquilo’, no interior do estado a situação é diferente, devido às críticas condições do transporte fluvial.
“A falta dos medicamentos é preocupante no interior, por conta dos navios parados. Em média, o estoque demora de 25 a 30 dias para chegar e pela seca, o transporte não consegue chegar nos municípios. Algumas empresas estão optando por meio aéreo para distribuir os estoques, mas, nem todo mundo tem os recursos para isso, então, aquele dono de farmácia que está nos municípios está sofrendo com isso.” explica.
De acordo com o sindicato, existem 12 distribuidoras associadas e que algumas delas, não conseguiram com que o estoque comprado chegasse aos municípios e que a única solução seria aguardar o rio encher novamente devido as embarcações estarem paradas.