Senadores pedem saída de Ernesto
O senador Omar Aziz (PSD-AM) subiu o tom nas críticas ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Para o parlamentar, que acabou de assumir a Comissão de Segurança Pública do Senado, o pedido de demissão de Ernesto é "um clamor pela salvação do Brasil". Já Plínio Valério (PSDB-AM) enfatizou que “trocar nomes” não resolve o problema que o Brasil vem enfrentando. “Vem de cima pra baixo. A política está traçada desse jeito. Se não mudar a política externa, pode botar quem quiser que vai continuar no mesmo”.
Empecilho – Em fase de 'fritura' no Congresso Nacional, Ernesto é membro da ala ideológica do governo, o que acaba sendo um empecilho feroz nas tratativas para a busca por vacinas. "Hoje não temos diálogo com nenhum país para a compra de vacinas contra o coronavírus e quantidade necessária para o Brasil por conta da ideologia cega do ministro Ernesto", afirmou o senador Omar Aziz.
Vacinas para a PM – E por falar em Omar – que em 2022 deve disputar a eleição para o cargo de senador ou deputado federal – a inclusão de policiais civis, policiais militares e bombeiros como prioridades para vacinação é uma das pautas que ele defenderá na Comissão de Segurança Pública do Senado, segundo anunciou ontem.
Vacinas para a PM 2 – No último sábado o governador Wilson Lima anunciou que o Amazonas vai começar a vacinar os profissionais da Força de Segurança do Estado, a partir do próximo domingo. Serão imunizados mais de 14 mil profissionais, entre policiais militares, civis, bombeiros e agentes do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), da capital e do interior.
Linha de frente – Os escolhidos, segundo anunciou o governador, são profissionais que estão na linha de frente no combate à Covid-19. Nos bastidores, comenta-se que o fato de que apenas alguns PMs serão vacinados gerou insatisfação nos demais policiais. Muitos querem saber quais são os critérios para se enquadrar como policial “linha de frente”.
Manifestação – Segundo fontes da coluna, os policiais começaram a pressionar o governador Wilson Lima para que todos sejam incluídos como prioridade. Há rumores de que eles estariam, inclusive, programando uma manifestação.
Recurso – As Defensorias Públicas da União e do Estado recorreram da decisão do presidente do Tribunal Regional Federal (TRF1), Ítalo Fioravanti, que suspendeu liminar que obrigava o Governo do Amazonas a comprar vacinas para imunizar 70% da população do Estado com recurso de R$ 150 milhões disponíveis do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) em um prazo de 10 dias.
Recurso 2 – O primeiro pedido foi feito pelas Defensorias no dia 8 de fevereiro e no dia 25 do mesmo mês a juíza federal Jaiza Fraxe acatou. As vacinas deveriam ser destinadas aos municípios de Manaus, Tefé, Iranduba, Itacoatiara, Parintins, Coari e Tabatinga. O Governo do Amazonas, no entanto, entrou com recurso, justificando que o ato poderia “causar um risco de grave lesão à saúde pública”, uma vez que o valor foi destinado para compra de insumos de combate à Covid-19 para o interior.
Compliance – A Manaus Previdência planeja implantar em 2021 o primeiro manual de compliance entre os órgãos da administração pública municipal. A instituição já promove na prática diversos procedimentos em consonância com a política de compliance, como a adoção de planejamento estratégico, auditoria interna e código de ética.