Manaus seg, 19 out
A Crítica
Geral

‘Temos que privatizar tudo que puder’

Publicado em 30/03/2019 às 14h02 · Atualizado em 13/03/2022 às 20h33
‘Temos que privatizar tudo que puder’

Durante palestra que ministrou a empresários do Estado, na Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), ontem, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, defendeu que o governo acelere ainda mais o processo de privatização. “Nós temos que privatizar tudo aquilo que puder ser privatizado. O Estado tem que ser responsável por algumas áreas realmente estratégicas, pela Defesa, pela Segurança, pela Diplomacia, e o resto tem que estar nas mãos da iniciativa privada, que sabe como é que tem que tocar isso”.

Proposta 1

Mourão elogiou o leilão da Ferrovia Norte-Sul, que teve lance de R$ 2,7 bilhões, e o leilão de aeroportos. Para o vice, essa é a solução para  novas receitas. “Será que o gás que vem lá de Urucu não deveria ser privatizado. Não ficaria mais barato isso aí? Não podemos leiloar isso? Vamos pensar, né”, afirmou.

Ideia

Ele também defendeu uma reforma generalizada na Educação. “Temos um investimento enorme em universidades e o nosso ensino básico continua extremamente deficiente. As senhoras e os senhores que recebem a mão de obra diariamente, notam a dificuldade. Os nossos alunos tem os piores índices no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes”). 

Reação 1

A OAB e o Instituto Vladmir Herzog denunciaram o presidente Jair Bolsonaro na ONU, após a recomendação para  “homenagens adequadas” ao golpe de 1964 nos quartéis. 

Reação 2

Conforme a denúncia, as entidades alertam para uma “tentativa de modificar a narrativa do golpe de estado de 1964 no Brasil”, organizada pelo gabinete da Presidência.  O relator especial da ONU para promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Fabián Salvioli, chegou a classificar a recomendação de Bolsonaro como “imoral”.

Manifestação

A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (ADUA) divulgou nota, nesta sexta, em que repudia a celebração da data e defende “a história de um país cuja democratização foi interditada pela brutalidade fardada, exercida em nome de interesses incivilizados”.

Memória

Vale lembrar que em outubro do ano passado, em uma palestra, o  presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, definiu assim a chegada dos militares ao poder: “Não foi um golpe nem uma revolução. Me refiro 

a movimento de 1964. Hoje, afirmo isso graças ao ensinamento do ministro da Justiça, Torquato Jardim”.

Diálogo

Para obter maior apoio na aprovação da reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, irá realizar encontros semanais com parlamentares líderes dos principais partidos. Os encontros começam já nos próximos dias. Na última semana, Guedes foi emparedado na CAE, mas se saiu bem. 

Dobradinha

Após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia DEM/RJ, na manhã de quinta-feira, o titular da Economia adotou o discurso de que quer tocar a reforma “em dobradinha” com o presidente da Câmara.  Maia insiste no  envolvimento direto do presidente Jair Bolsonaro.  

Luto

O grupo A CRÍTICA lamenta e se solidariza com a família de Moysés Sabbá, filho do Isaac Benayon Sabbá, que faleceu no hospital Sírio Libanês, em SP, ontem. 

Leia também

Voltar para Geral