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’Todas as Marias que sou’ retrata narrativas de mulheres negras na Amazônia

O monólogo de Francine Marie também compõe a programação da 10ª edição do Festival Internacional De Teatro de Guajará-Mirim, de Rondônia

Publicado em 14/12/2020 às 16h41 · Atualizado em 22/03/2022 às 16h46
’Todas as Marias que sou’ retrata narrativas de mulheres negras na Amazônia
Foto: Divulgação

A imagem do feminino e a relação entre corpo negro e violências diárias são abordadas no espetáculo de teatro ritualístico ’Todas as Marias que sou’, com apresentações nesta terça (15) e quarta-feira (16), a partir das 20h, na Casa Criativa Vila Vagaume 80, com entrada gratuita e transmissão online no instagram da artista.

‘Todas as Marias que sou’, espetáculo contemplado com o Concurso Prêmio Manaus de Conexões Culturais – Lei Aldir Blanc 2020, traz uma construção estética com ênfase em narrativas afrobrasileiras e elementos diversos tais como canto, dança, conto e batuque, criando uma forma própria de narrar, despertando o interesse e a sensibilidade do público a pensar as dramaturgias presentes nos ritos afro-brasileiros como um constructo corpo-ancestralidade.

Segundo a atriz Francine Marie, responsável pela criação e concepção, o espetáculo nasceu de um processo de investigação, pesquisa e vivência própria que vem desde terreiros de umbanda a práticas da identidade negra resistentes na cidade de Manaus como Maracatu, Carimbó, Capoeira, Sambas de Umbigada (Samba de roda, Coco, Tambor de Crioula) explorando uma gestualidade extra cotidiana e investigando saberes e poéticas marginalizadas.

“Em ‘Todas as Marias que sou’ busca-se compreender a relação do corpo feminino negro e das marcas geradas pela violências diárias nessas trajetórias, inspirado no arquétipo das pomba-giras, (Exus femininos cultuados por religiões de motrizes africanas) que possuem como característica principal a vida e a morte permeadas por violências que questionam o patriarcado e o condicionamento social, sendo símbolo de luta contra essas repressões que marginalizam, julgam e eliminam esses corpos”, explica Marie.

Com produção de Jean Palladino, cenografia de Kerolayne Kemblin e figurino de Jucy Araújo, a transmissão do espetáculo vai gerar registros audiovisuais autorizados para veiculação em redes públicas de televisão.

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Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim – FESTINAÇU

Na quarta-feira, 16, a apresentação será transmitida também pelas plataformas do Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim (FESTINAÇU), único festival com característica internacional do Estado de Rondônia. De Guajará-Mirim, o festival é um circuito de espetáculos da Bolívia, Cabo Verde, Portugal, Bélgica e México, contando também com grupos brasileiros de Rondônia, Acre, Amazonas, São Paulo e Paraná, um Fórum de Teatro da Fronteira, oficinas, residência artística, shows musicais e exposições.

Assista online em:

https://www.instagram.com/orixamulher/

https://www.warajifestinacu.org/

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