UEA sofre ‘desmonte’, diz reitor
A revelação alarmante feita ontem pelo reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deixou o meio acadêmico apreensivo. Segundo Cleinaldo Costa, o orçamento da UEA vem sendo “solapado” nos últimos dois anos. Teria perdido R$ 115 milhões em 2016 e pode “se tornar uma UERJ” – que chegou à beira da falência este ano. Conforme ele, a UEA “corre o risco gravíssimo de não chegar ao final do ano com suas contas em dia”. Não haveria dinheiro para pagar energia e segurança.
Resultado “Ano passado deixamos de oferecer 30% de vagas para o interior. Esse ano, se essa política for mantida, por inanição financeira, nós teremos 210 salas desocupadas na UEA em 2018, fechadas no interior. Teremos menos oito mil alunos nessa universidade”, sustentou Cleinaldo Costa.
Desabafo As declarações do reitor foram dadas na audiência pública do Conselho Nacional de Educação sobre a Base Nacional Comum Curricular. A Secretaria de Comunicação respondeu. Lembrou que David Almeida está há dois meses no cargo e que vai continuar o “esforço” para manter a universidade enquanto estiver no governo.
Provocação Assim que a revelação da crise na UEA foi postada nas redes sociais de A CRÍTICA, um internauta sugeriu: “É importante ouvir dos candidatos ao governo do estado sobre o que pretendem fazer diante da situação exposta pelo reitor”.
Romaria A confirmação ontem, feita pelo presidente do TRE/AM, Yedo Simões, de que a eleição suplementar realmente ocorrerá em 6 de agosto provocou uma correria nas equipes de campanhas dos candidatos ao governo, para produzir os programas da propaganda eleitoral, que iniciam na semana que vem.
Pressa Candidatos, assessores e advogados estiveram ontem no TRE/AM para pressionar a Corte a manter o calendário eleitoral definido antes da decisão atrapalhada do ministro Ricardo Lewandowski. Quando, enfim, Yedo Simões confirmou a data da eleição, o petista Sinésio Campos, candidato a vice na chapa de José Ricardo, gritou: “Vamos pra rua!”.
Timing Se a decisão que restaurou a campanha para governador-tampão demorasse mais 24h para ser emitida, a eleição não poderia mais ser realizada no dia 6 de agosto. O alerta havia sido dado pelo secretário Judiciário do TRE-AM, Waldiney Albuquerque.
Profeta Na quinta-feira, antes mesmo da decisão de Celso de Mello, Albuquerque havia dito a A CRÍTICA. “Se até sexta cair a liminar e voltar a eleição, a gente ainda salva o calendário eleitoral. O orçamento não muda. Se for semana que vem, a gente já não consegue salvar mais”, sustentou.
Vai e volta Por conta da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, o TRE/AM suspendeu oito contratos em decorrência da paralisação das eleições. Entre os convênios estavam o de transporte de urnas para capital e interior, locação de veículos, locação de aeronaves, fretamento de embarcações, serviço de filmagem e montagem do centro de divulgação das eleições. Agora, tudo será retomado.
Só depois Diante da cobrança de policiais pelas prometidas promoções, David Almeida avisou que, agora, só após o período eleitoral.