Ufam: Professores mantem greve, sem corte de ponto
Docentes continuam em greve por não terem reivindicações atendidas. Para chamar o Governo Federal às negociações estão dispostos a rever percentuais de reajuste.
Em coletiva na manhã desta segunda-feira (20) os docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) anunciaram a continuidade da greve por tempo indeterminado.
O principal motivo apresentado pelos professores para a continuação do movimento é a falta de atendimento do governo federal às reivindicações da categoria.
A ameaça de corte do ponto dos servidores paralisados também não ao acontecerá, conforme garantia dada a eles, na semana passada, pela reitora da Ufam , Márcia Perales.
A reitora não atendeu `a recomendação, do Ministério do Planejamento para que reitores das universidades em greve cortassem o ponto dos professores grevistas.
O professores estão em greve há três meses, completados na última sexta-feira, 17 e, na próxima quinta-feira (23) farão uma nova assembléia no auditório Adua, no Instituto de Ciências Humanas e Letras.
Os docentes reiteram que o Comitê de Ética e Essencialidade do Comando Local de Greve (CLG) da Ufam continua recebendo os pedidos de análise sobre qualuqer atividade relacionada ao ensino,pesquisa e extensão
Negociações
O fato do Governo Federal vir ignorando as reivindicações reafirma a continuidade do movimento. “Nas duas propostas que apresentou, o governo ignorou nossas reivindicações de reestruturação da carreira e de melhores condições de trabalho e as reduziu para uma questão de reajuste salarial”, explicou o presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) e Coordenador do CLG, Antônio Neto.
Para trazer o governo de volta à mesa de negociações, os professores afirmaram que estão dispostos a flexibilizar os percentuais de reajuste. O valor do piso para prfessores graduados, que cumprem 20 horas, seria alterado para R$ 2. 018,77, e o percentual de passagem dos níveis, os chamados “steps’, caíram de 5% para 4% desta forma, a reestruturação que propomos projeta a malha salarial entre o piso e o teto propostos pelo governo”, disse.
Cursos de pós-graduação
Em relação aos cursos de pós-graduação da Ufam, o integrante do Comitê de Ética e Essencialidade, Marcelo Vallina, reiterou que o CLG continua recebendo os pedidos de análise sobre quaisquer atividades relacionadas à universidade. “Desde o início da greve, já recebemos cerca de 180 pedidos de análise, incluindo atividades ligadas à pós-graduação, são deferidas as consideradas essenciais como às relacionadas à comunidade ou as que ao serem paralisadas podem trazer risco à segurança ou a saúde”, disse. Os pedidos de análise podem ser encaminhados ao Comitê de Essencialidade do CLG para o e-mail: clg.essencialidade@gmail.com.