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A Crítica
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Usar celular quando ele estiver carregando a bateria pode representar risco de acidente

Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade iniciou trabalho inédito para monitorar e reunir dados de acidentes de origem elétrica no País

Publicado em 02/07/2018 às 10h10 · Atualizado em 13/03/2022 às 00h16
Usar celular quando ele estiver carregando a bateria pode representar risco de acidente
Foto: Usar o celular enquanto ele estiver ligado a uma tomada pode representar um risco de acidente, como descargas elétricas (Foto: Junio Matos)

Quem nunca permaneceu usando o celular mesmo ele estando conectado à tomada? Mas será que já pensamos no risco que isso pode causar? Para se ter uma ideia, o risco de acontecer um acidente é grande, mesmo tendo poucos casos registrados oficialmente nos meios que monitoram essas incidências.

Por conta disso e para tentar fazer um banco de dados com essas informações, a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) iniciou um trabalho inédito de monitorar, reunir, trabalhar e divulgar dados estatísticos de acidentes de origem elétrica no Brasil. Desde o início do ano, nove pessoas morreram por choque elétrico envolvendo carregadores de celular, no Brasil.

Para o representante da associação no Amazonas, Amarildo Lima, embora ainda não exista dados concretizados no Estado, a campanha de alerta também vai ser feita aqui. Isso porque, a prática é comum hoje em dia em qualquer lugar. “Não temos registros oficiais, mas sabemos que muitos casos acontecem. Às vezes com descargas menores, mas ainda assim é preocupante. Por isso, o objetivo da campanha é coletar mais dados e conscientizar, principalmente, os mais jovens sobre os riscos de choque”, esclareceu ele.

Sobrecarga elétrica

De acordo com Amarildo Lima, o problema pode se tornar bem mais grave, porque muitas pessoas compram carregadores sem saber a origem.

No mercado pirata, elas adquirem produtos importados, muitas vezes sem a devida segurança imposta pelos órgãos fiscalizadores e gerar situações mais graves devido à falta de atenção e orientação.

“As consequências podem ser irreversíveis. Um carregador desse, à noite toda na tomada, por exemplo, pode aquecer e causar um curto-circuito”, alertou. Não se sabe se ele atende aos itens de segurança. O uso incorreto, um simples esquecimento, pode sobrecarregar as instalações elétricas da casa e gerar outras situações mais complicadas”, completou Amarildo Lima.

Experiência própria

A estudante universitária Maria auxiliadora, 22 anos, por pouco não entrou na estatística de quem já sofreu um acidente ao usar o celular na tomada. Segundo ela, no ano passada a jovem sofreu uma descarga elétrica ao ouvir uma mensagem de texto em um aplicativo enquanto o aparelho telefônico carregava na tomada.

“Eu vi que tinha chegado uma mensagem e não tirei o carregador. Quando peguei o celular, vi que era um áudio e coloquei no ouvido para escutar. O telefone já estava muito quente e quando encostei o aparelho no rosto senti o choque. Achei que ia morrer e joguei o aparelho em cima da cama”, contou. “Foi um susto. Fora que o celular ficou superaquecendo todas as vezes que eu precisa carregá-lo”, lembrou.

Acidentes cresceram no Brasil

Pensando em contabilizar casos como o da universitária Maria Auxiliadora, a Abracopel iniciou um levantamento em 2008, e em 2013, ampliou a base de pesquisa para o Anuário Estatístico da associação.

O estudo, único documento sobre este tipo de acidente no Brasil e divulgado anualmente, apontou duas mortes relacionadas ao uso incorreto de carregadores no ano passado e com o aumento dos casos já nos primeiros meses de 2018.

Por isso, a associação realiza campanhas de conscientização. É o que explica o diretor executivo da empresa, Edson Martinho. “Apesar dos carregadores, em princípio, não serem dispositivos que ofereçam riscos, o número cada vez mais frequente de acidentes envolvendo este equipamento tem nos levado a investigar as causas e origens. Mas, os principais problemas ainda estão nas instalações elétricas antigas e malcuidadas. É necessário que seja realizada uma verificação completa dessas instalações com a devida adequação, realizada sempre por um profissional qualificado”, ressaltou.

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