100 dias de governo: Wilson Lima inaugura Parque Residencial e anuncia programa de moradia
Durante o evento, o governador anunciou investimentos de R$ 3,9 bilhões até 2026 no programa habitacional "Amazonas Meu Lar'
Na data que marca os primeiros 100 dias do segundo mandato, o governador Wilson Lima (UB) anunciou, nesta segunda-feira (10), o lançamento do programa habitacional Amazonas Meu Lar com previsão de investimentos de R$ 3,9 bilhões, até 2026. Na cerimônia foram entregues os primeiros apartamentos do Parque Residencial Rodrigo Otávio, parte do Programa Prosamin+, no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus.
O governador destacou que, diferente do que era feito nos governos anteriores, as unidades habitacionais entregues pela gestão dele foram construídas próximo ao mobiliário urbano, permitindo acesso à educação, saúde, transporte coletivo e não mais espraiando a cidade para os limites urbanos. As unidades estão sendo entregues regularizadas, com as certidões do Habite-se e Título Definitivo – documentos que asseguram a finalização da obra e permitem a negociação dos imóveis – emitidos pela Suhab.

(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)
“Nosso programa é para dar dignidade para as pessoas, o que estamos entregando é moradia digna. Diferente do que foi feito nas gestões anteriores, quando construíram várias unidades habitacionais longe da cidade, jogaram lá os moradores sem ter serviço de saúde, serviço de educação, sem ter comércio próximo, apenas transferiram o problema da área urbana para longe como se as pessoas não pudessem ser enxergadas pela sociedade. Essas pessoas precisam de respeito e de dignidade“, declarou Wilson.
O titular da Superintendência de Habitação (Suhab), Jivago Castro, contou que atualmente o Amazonas possui de 40 mil a 60 mil pessoas aguardando a entrega de moradia. O cadastro de novas famílias, no entanto, está fechado para que o número seja revisado e em dois meses novas pessoas possam adentrar a lista. A prioridade das casas do Prosamim+, segundo ele, será para quem habita regiões alagadiças que tem enfrentado problemas pelas chuvas.

(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)
“Voltado para reassentar as famílias da comunidade da Sharp e Manaus 2000. Temos uma meta de retirar 2.500 famílias ao longo desses 4 anos, porém o governador pediu prioridade às pessoas que residem na área da margem até o meio desse ano. Retiramos 500 famílias ao longo dessas semanas e creio que a meta de 1.500 a 1.600 será cumprida até o fim do ano”, garantiu o superintendente.
Incluso também no Prosamim+, está outro residencial de 72 unidades habitacionais que começou a ser erguido neste ano no bairro Cachoeirinha, zona sul. Devem ser construídas, em quatro anos, 752 unidades habitacionais. Até o momento, o Governo do Amazonas já realizou o pagamento do bônus moradia para 491 famílias da Comunidade da Sharp e Manaus 2000, sendo 42 delas contempladas nesta segunda-feira, durante a inauguração do Residencial Rodrigo Otávio.

Novas moradias que integram o Parque Residencial General Rodrigo Otávio (Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)
Amazonas Meu Lar
Além de solucionar a questão da moradia, o Amazonas Meu Lar deve favorecer a empregabilidade. A estimativa é de geração de 51 mil empregos diretos e indiretos. Do valor total de investimentos, R$ 1,086 bilhão virá dos cofres estaduais e os R$ 2,836 bilhões restantes serão de programas de financiamento da Caixa Econômica Federal.
O regulamento do programa habitacional deve abranger as cinco faixas de renda, deve sair de 30 a 60 dias. Os critérios serão os mesmos previstos em programas federais com os quais o Amazonas Meu Lar fará parceria. A meta do governo é alcançar mais de 22,1 mil soluções de moradia definitivas, sendo 20 mil novas unidades habitacionais, além da emissão de título definitivo para 32 mil propriedades.
Alívio da casa própria
Moradora há 7 anos da Comunidade da Sharp, a autônoma Stephanie Pereira dos Santos, 30, conta emocionada a alegria de ter a casa própria, após enfrentar tantos problemas durante as alagações que levaram boa parte da mobília da casa dela. Com a voz embargada, ela diz que já tinha perdido as esperanças, mas agora espera ter uma vida nova no residencial onde irá morar com as duas filhas e o marido.

A autônoma Stephanie Pereira dos Santos, 30, conseguiu a casa própria após 7 anos morando na comunidade da Sharp (Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)
“Chovia mais à noite, e a gente com medo de alagar as coisas e perder. Era uma sensação muito ruim, era, porque não vai ser mais. Eu estou muito feliz porque eu pensava que nunca ia sair dali. Eu cheguei lá e pensava: poxa, minhas filhas vão crescer naquele lugar e eu não vou ter um lugar melhor para dar para elas no futuro. Esse é um sonho que está acontecendo”, contou a autônoma.
A mesma alegria e emoção é compartilhada pela babá Lidiane Oliveira Rego, 32, e pelo trabalhador da construção civil, Francisco Sena Rego, 66. Pai e filha moravam desde 2008 na Sharp e aguardavam a abertura do bloco 4 do Parque Residencial para ver pela primeira vez o apartamento que agora será lar da família. Eles narram a esperança do alívio de quem viveu tempos de alerta com medo de alagação da casa.

(Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)
“Esperamos só melhora daqui para frente. Foi uma coisa que veio para aliviar o nosso sofrimento que estava demais, mas graças, acima de tudo, a Deus, e ao governador que está olhando pelo povo”, declarou.
Todas as residências possuem 50 metros quadrados com dois quartos, banheiro, cozinha e sala conjugada e varanda com acessibilidade. Os imóveis foram parcialmente mobiliados com uma doação organizada pela Associação Comercial do Amazonas (ACA) por meio da campanha “Novo Lar”. Foram doados mesas de refeição, fogão, geladeiras, sofá e outros móveis.