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A Crítica
Manaus

ACA pede redução em IPTU e no Alvará para driblar crises da pandemia e cheia do rio

Pedido foi feito durante a Tribuna Popular dessa quarta-feira (2). Objetivo é diminuir gastos e prejuízos dos problemas da cheia e da pandemia

Publicado em 02/06/2021 às 17h23 · Atualizado em 09/03/2022 às 08h09
ACA pede redução em IPTU e no Alvará para driblar crises da pandemia e cheia do rio
Foto: Divulgação

Durante a Tribuna Popular desta quarta-feira (2), os empresários de Manaus entraram com um pedido para que os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) intervenham junto à Prefeitura de Manaus para que sejam aplicada uma redução no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano( IPTU) e do alvará de funcionamento dos comerciantes do centro da cidade, prejudicados tanto pela pandemia de Covid-19 quanto pela cheia do Rio Negro.

O pedido foi feito pelos representantes da Associação Comercial do Amazonas (ACA) que participaram da plenária à convite do vereador Diego Afonso (PSL), presidente da Presidente da Frente Parlamentar de Recuperação Econômica aos Impactos Causados pela Pandemia da Covid-19 (Frenpre) da Câmara Municipal de Manaus (CMM), autor da propositura.

“Queremos ouvir a ACA e os empresários que passam na pele os problemas ocorridos com a pandemia e, agora, com a cheia do rio. O comércio gera emprego e renda e divisas dentro da cidade de Manaus. Queremos receber esse manifesto e apontar soluções e caminhos para resolver os problemas. O prefeito David Almeida já sinalizou com um pacote de recuperação econômica para a cidade de Manaus. Convênios para a área de infraestrutura e de combate a enchente. Não tenho dúvida que a Frente Parlamentar, agora, terá uma função importante para basear essas discussões e apontar caminhos, alinhados com o Prefeito David Reis para resolver os problemas”, disse o vereador.

O presidente da ACA, Jorge Lima falou sobre os problemas e dificuldades enfrentados pelos empresários com os efeitos da pandemia de Covid-19, que acarretou no processo de suspensão das atividades comerciais no centro de Manaus , agora, com a subida do Rio Negro, que chegou às portas das lojas, impedindo a circulação do clientes.

Jorge Lima disse que os empresários estão, praticamente, há seis meses com prejuízos.

“Quem mais sofreu com isso foi o setor comercial. Durante um ano o comércio ficou fechado por 6 meses, principalmente a área central da cidade. Se falou na primeira onda e segunda onda. Para nós, empresários, consideramos a terceira onda a enchente do rio. Temos comerciantes que estão com água na porta que tiveram perdas de mais de 50%. Tivemos que mudar a rota no trânsito da cidade, que contribuiu para a queda nas vendas dos demais comerciantes que não tem água na porta”, relatou o presidente da ACA.

Jorge Lima disse que os empresários encaminham o pleito para solicitar soluções para o setor.

O Diretor da ACA e ex-vereador de Manaus, Rosedilson Assis, disse que os empresários precisam de toda ajuda possível e pede aos vereadores apoio para conquistar alternativas e soluções para o setor. “Nós empresários, fundamentalmente, os pequenos empresários, tivemos grandes baixas com essa pandemia. Se não bastasse a pandemia, a dificuldade econômica e os encargos que temos, veio mais uma enchente. Pedimos a vocês, vereadores, que levem nosso pleito ao Prefeito de Manaus para que possamos ter um pouco mais de fôlego para que alguns dos nossos problemas sejam amenizados”, disse.

O ex-vereador pediu a redução do IPTU dos imóveis dos empresários. “ Sabemos que o aumento no IPTU e fruto da gestão passada. Queremos o apoio de vocês para tentar parcelar ou reduzir o valor desse encargo tão alto que é o IPTU para os pequenos comerciantes. Pedimos também a possibilidade de parcelamento do alvará de funcionamento” disse o diretor.

Segundo o diretor há muitos pedidos dos comerciantes de Manaus para a busca de ajuda para prosseguir com a atividade.

“O empresariado é a alavanca da economia dessa cidade. Pedimos a vocês todos vereadores que abracem essa causa de nós empresários amazonenses, para que possamos ter a possibilidade de alguns benefícios. Somos gratos ao Governo Federal que nos deu uma folga em prorrogar os impostos, dar um auxílio aos nossos funcionários. No governo estadual o nosso presidente tentou por várias vezes o escalonamento do ICMS e isso quase não foi possível. Portanto, pedimos aos vereadores que sejam os porta-vozes dos comerciantes e empresários. Fico imaginando os comerciantes que estão na Rua dos Barés, Rua dos Andradas e Miranda Leão que já tiveram a pandemia como uma cruz pesada. E agora, vem essa enchente para sobrepor a eles uma carga ainda mais preocupante”, disse o diretor.