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A Crítica
Manaus

Amazonas Energia explica benefícios dos medidores aéreos

Em meio à polêmica, concessionária explica que medida facilitaria a leitura do consumo e combateria crimes de furto de energia elétrica

Publicado em 08/10/2022 às 19h08 · Atualizado em 08/10/2022 às 19h51
Amazonas Energia explica benefícios dos medidores aéreos
Foto: Arquivo AC

A polêmica envolvendo a instalação dos novos medidores de energia elétrica, com o Sistema de Medição Centralizada (SMC), da Amazonas Energia, ganha novos capítulos. A disputa em torno da questão tem enredado a população, políticos, Assembleia Legislativa dos Amazonas (Aleam), Supremo Tribunal Federal (STF), Defensoria Pública, Instituto de Defesa do Consumidor, entre outros atores envolvidos.

Neste sábado (8), a Amazonas Energia se posicionou sobre as discussões envolvendo a decisão do STF em suspender a lei estadual que proibia a instalação dos novos medidores de energia. A empresa argumentou que “o novo sistema é um projeto de modernização de medidores e de rede trazidos agora ao Amazonas, que possibilitará muitos ganhos aos consumidores”.

Segundo a concessionária de energia elétrica, o SMC, também conhecido como “medidores aéreos”, trará uma inovação na rede elétrica da cidade de Manaus. Os benefícios apontados pela Amazonas Energia são: rapidez no atendimento, diminuição das ocorrências de queda e oscilação de energia elétrica, leitura e acompanhamento em tempo real do faturamento.

Além disso, a concessionária defende que com os novos medidores pretendem combater a prática criminosa do furto e da fraude de energia elétrica, e ainda possibilitará a instalação de uma rede mais segura, evitando acidentes.

Apesar das reclamações de populares que afirmam que os novos medidores ocasionaram aumento nas contas de energia, a Amazonas Energia nega que o SMC altera o valor do faturamento. 

“O Ipem [Instituto de Pesos e Medidas] chegou o total de 57 medidores SMC e não constatou irregularidades na leitura. A Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica também verificou o equipamento utilizado pela Amazonas Energia, e confirmou que os medidores são seguros e confiáveis”, alega a empresa.

A concessionária de energia elétrica também trouxe dados sobre o sistema, e aponta que já foram 4 milhões de pontos instalados ao redor do Brasil, e um bilhão instalados no mundo. A empresa defende que o SMC tem 100% de segurança na sua leitura e na qualidade da energia, e destaca ainda que o custo da instalação dos medidores será de responsabilidade da Amazonas Energia.

A respeito das reclamações sobre os medidores serem instalados em postes na altura de 4m, e que isso impossibilitaria o consumidor de fiscalizar o seu consumo, a Amazonas Energia argumenta que os clientes poderão, sim, fazer o acompanhamento da leitura.

“Na sua casa, será instalado um display de leitura para acompanhamento. No poste, fica localizado apenas o módulo de medição, que se comunica com o seu display em tempo real”, destaca. 

Caso retome a instalação dos novos medidores, a empresa prometeu usar todos os meios de comunicação para informar os locais que irão receber as instalações. 

“Além disso, as empresas de telefonia, internet e TV a cabo também serão comunicadas, para que possam organizar a sua fiação e manter o conforto da população”, explicou a empresa.


Vale destacar que, apesar da decisão do STF, de quinta-feira (6), em derrubar a lei que regulava a energia elétrica no Amazonas, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas divulgou nota oficial, no dia seguinte, afirmando que a implantação do SMC ainda está proibida, embora a decisão do Supremo tenha autorizado a instalação do equipamento.

“A instalação dos tais medidores aéreos de energia elétrica permanece proibida até aqui, por força de uma liminar em Agravo de Instrumento interposto pelo Núcleo de Defesa do Consumidor da DPE/AM e concedida pelo desembargador relator Lafayette Carneiro Vieira Júnior”, diz trecho da nota.

“Assim, mesmo diante da declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual que versava sobre medidores aéreos de energia elétrica, a instalação continua proibida e sub judice”, esclareceu a Defensoria, em nota à população em geral, e aos consumidores de energia elétrica do Amazonas.