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Amazonense é eleito uma das 30 jovens lideranças sustentáveis mundiais

Engenheiro agrônomo Macaulay Souza de Abreu, 26, é um dos nomes da lista divulgada pela revista americana GreenBiz

Publicado em 23/06/2020 às 20h46 · Atualizado em 22/03/2022 às 17h12
Amazonense é eleito uma das 30 jovens lideranças sustentáveis mundiais
Foto: Divulgação

O amazonense Macaulay Souza de Abreu, 26, foi eleito uma das 30 jovens lideranças que atuam com sustentabilidade em negócios de todas as áreas, na lista divulgada nesta segunda-feira (22) pela revista americana GreenBiz.

Único brasileiro na lista, Macaulay é engenheiro agrônomo e mestre em Agronomia Tropical pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Atualmente, ele coordena a Onisafra, uma plataforma que conecta produtores e empresas de alimentos com o mercado.

Segundo a publicação americana, Macaulay é um exemplo de inovação no agronegócio sustentável. Em entrevista ao portal A Crítica, o jovem contou detalhes sobre sua carreira na área rural.

Nascido em Manicoré e criado em Borba, Macaulay teve contato desde a infância com a agricultura, tema que foi ganhando seu interesse.

“O meu pai era presidente do sindicato rural patronal do município e desde criança ele me levava para o campo. Era algo que eu gostava e que me trazia satisfação”, detalha.

Aos 14 anos, Macaulay veio para a capital com o objetivo de cursar o ensino médio no antigo colégio agrícola, onde fez o curso técnico em Agropecuária.

Ainda na faculdade, o jovem criou a Onisafra, que comercializa alimentos por meio de feiras digitais, priorizando pequenos e médios produtores.

O trabalho de Macaulay foi reconhecido pelo programa Parceiros pela Amazônia (PPA), da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), como um negócio de impacto social que contribui para a conservação da biodiversidade da Amazônia.

Sobre a escolha de seu nome pela GreenBiz, Macaulay diz se sentir privilegiado. “Eu sinto que são esses espaços que nós, como amazônidas, temos que ocupar”, conta.

“Quanto mais a gente ocupar esses espaços vamos mostrar que a gente consegue desenvolver trabalhos com consistência e com uma entrega interessante não só para a nossa região, mas para o Brasil inteiro e, possivelmente, para o mundo”, incentiva.

Para ele, mais que proteção, a região precisa de insumos e recursos para desenvolver tecnologias. “A gente não precisa que digam que nós devemos fazer. A gente mesmo tem que dizer o que nós precisamos fazer”, ressalta.