‘Amazônia não está em chamas’, diz Joice Hasselmann após sobrevoo
Deputada fez sobrevoo pela cidade de Tefé e proximidades, a 680 km do Sul do estado, onde estão concentrados os focos de incêndio e a missão integrada de combate às queimadas
A deputada federal Joice Hasselmann (PSL) sobrevoou a cidade de Tefé e proximidades nesta sexta-feira (30) e disse ter encontrado três focos pequenos de incêndio. O objetivo, segundo a líder do governo no Congresso Nacional, era mostrar outra realidade. “Vim aqui para mostrar que a Amazônia não está em chamas”, declarou a parlamentar, que esteve a 680 quilômetros do Sul do estado, onde ocorrem os focos de incêndios.
A deputada afirmou que o que mudou não foi a quantidade de queimadas comparado aos anos anteriores, mas o presidente, que é de direita, e isso despertou interesse em governos internacionais alinhados à centro-esquerda para defender trabalhos em prol da Amazônia.
“Quando você olha o tamanho da região e o tamanho do desmatamento especificamente do Amazonas, você vê que o desmatamento é de 3%. A lei nos permite 20% – e eu não estou incentivando, apesar de ser defensora do desenvolvimento sustentável. O foco não é ‘aumentou mais aqui ou acolá’, isso é muito variável e no final das contas o que interessa é o tamanho da devastação”, avaliou a parlamentar.
Hasselmann destacou que quem comete incêndios criminoso deve ser punido, mas não quis comentar o fechamento de dois postos do Ibama em Humaitá e Parintins.
Sobre a declaração de Jair Bolsonaro de que a demarcação de terras indígenas só será feito se for obrigado, a líder do disse não haver uma decisão sobre a questão.
“Precisamos fazer um levantamento do que realmente é terra indígena, qual é a população indígena e o que tem de exploração de uma cultura indígena para se apropriar de terras que é do povo brasileiro. Não tem sentido ter num local que é do tamanho de um estado, seis, sete índios. A gente tem que mapear qual é a comunidade indígenas de fato, e quem são aqueles índios que estão chegando de Hilux, de Nike e de Rolex. A gente tem que ver quem é índio e quem é minerador se passando por índio. Sem números não dá para afirmar absolutamente nada”, disse.
A visita de Hasselmann foi a convite do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese Manaus). O vice-presidente, Romero Reis, pontuou que a crise do desmatamento na Amazônia foi plantada, mas serviu para apurar a verdade, e que o modelo Zona Franca de Manaus mantém a floresta em pé.
“É uma grande oportunidade para o povo brasileiro exercer sua soberania e mostra que nós somos capazes de promover o desenvolvimento sustentável, mantendo a floresta de uma forma que entrega qualidade de vida para aquele cidadão especialmente de Manaus e da Amazônia Legal. Isso é muito interessante e vamos aproveitar essa oportunidade”, garantiu Reis.
Nesta sexta, a deputada cumpre agenda com um jantar na casa do prefeito Arthur Neto (PSDB). Novos sobrevoos na região da Floresta Amazônica devem ocorrer na próxima semana.