Cerca de 72% dos usuários reprovam atendimento em Pronto-Socorro do AM
Do total de usuários pesquisados, 72,7% que não aprovam o atendimento já haviam passado por algum atendimento na unidade
Uma pesquisa divulgada pela direção do hospital e pronto-socorro João Lúcio, no bairro São José, Zona Leste, apontou um índice de 79% de insatisfeitos com os serviços da unidade. Apenas 21% aprovaram o atendimento no hospital referência em atendimento de urgência e emergência do Amazonas. A análise é parte do programa de Qualificação SOS Emergência, do Ministério da Saúde Saúde .
O resultado resultado é referente ao mês de fevereiro e foi divulgado no final de março, no quadro de informes do João Lúcio. Do total de usuários pesquisados, 72,7% que não aprovam o atendimento já haviam passado por algum atendimento na unidade. A pesquisa foi feita por amostra, chegando a 11 questionários aplicados.
Os sete itens pesquisados foram atendimento de serviço de acolhimento do registro (recepção); tempo de espera do atendimento médico; atendimento da equipe de enfermagem (medicação); atendimento equipe médica; atendimento de exames especializados (raio-x, análises clínicas, ultra-som, tomografia); nível de limpeza das dependências do hospital e pronto-socorro; além do conceito geral dado para a unidade. Nenhum dos sete itens obteve avaliação “ótima”.
Os itens que foram melhor avaliados pelos pesquisados foram: equipe de enfermagem (medicação) , equipe médica e nível de limpeza, que foram classificados como “bons” e são ligados ao contato direto do profissional com o público. O item que teve a pior avaliação foi o tempo de espera.
Para a diretora do hospital e pronto-socorro João Lúcio, Uildéia Galvão, a pesquisa é uma ferramenta importante para auferir quais os gargalos no atendimento da unidade. No entanto, segundo ela, precisa ser reformulada, pois não representa a realidade do hospital.
“Estamos trabalhando para mudar a metodologia que já existia. Na minha concepção, é preciso medir isso junto aos usuários diariamente e em horários diferenciados”. Segundo a diretora, o universo de pacientes que passam pelo João Lúcio é diferenciado.
“Nos finais de semana, os atendimentos são praticamente de acidentes de trânsito, principalmente com moto, e de ferimentos violentos como de arma de fogo e arma branca. Já no início da semana, a demanda maior é da clínica médica”, completou.