Cinco detentos do Compaj estão em lista de ‘marcados para morrer’, diz advogado
Seap diz que recebeu informações sobre sete ameaçados, sendo cinco no Compaj e dois no Ipat, e afirma estar acompanhando a situação
Pelo menos cinco detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 detentos foram assassinados em janeiro deste ano 56 detentos foram assassinados em janeiro deste ano , estão sob risco iminente de morrer.
A afirmação é de um advogado criminalista, que não quis se identificar e diz ter tido acesso a uma lista dos ‘marcados para morrer’. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) diz estar acompanhando a situação.
Segundo o advogado, a situação está complicada desde a rebelião de janeiro, o que deixa familiares dos detentos apreensivos. Ele diz que não conseguiu fazer contato direto com a Seap para alertar o Estado sobre a situação.
“As famílias desses presos estão em desespero, pois eles estão sendo ameaçados de morte. O sistema prisional não faz nenhuma triagem e por causa disso, desde janeiro tem rolado essa onda de mortes dentro dos presídios. É possível que esses cinco detentos sejam mortos a qualquer momento. Nossa finalidade é evitar a continuação desse tipo de crueldade dentro dos presídios. Mas, como se trata de um final de semana, não consigo fazer a entrega da petição para a Seap, pois a secretaria não funciona em regime de plantão”, afirmou o advogado.
De acordo com ele, a situação dentro dos presídios tem se agravado após a facção Família do Norte (FDN) ter se dividido em dois grupos. A motivação dessa separação veio logo após a morte de quatro detentos ocorrida no início do ano na Cadeia Pública Vidal Pessoa. Este racha, inclusive, é apontado como o principal motivo para as seis execuções registradas nesta sexta-feira, na Unidade Prisional do Puraquequara é apontado como o principal motivo para as seis execuções registradas nesta sexta-feira, na Unidade Prisional do Puraquequara .
“Quando a Seap deu início a transferência de presos não fez nenhum peneira, misturou as facções. A possibilidade de termos mais mortes é bem grande Essa separação da FDN em dois grupos também tem colaborado com o atrito no sistema ”, disse.
Os presos que segundo o advogado correm riscos são Alessandro de Souza Reis, Jaitt José Ribeiro de Queiroz, Josiney da Silva Nascimento , Romano Ferreira Alves e Ronildo Freitas da Costa. Destes, a reportagem conseguiu identificar que Josiney responde por tráfico e associação para o tráfico, enquanto Romano e Ronildo foram presos por homicídios.
Em nota, a Seap infromou que advogado entrou em contato com a Ouvidoria do Sistema Penitenciário, que atendeu a solicitação e recolheu o nome de cinco internos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e dois internos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). A situação, segundo a Seap, está sendo acompanhada e conduzida pela Ouvidoria em parceria com a Corregedoria do Sistema Penitenciário, que também foi procurada pelo advogado.