Delegados do AM terão reajuste de 28,17% referente a cinco datas-bases
Aumento foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa e será pago em quatro parcelas, indo até 2021. Último reajuste da categoria havia sido em 2014
Foi aprovada com unanimidade na manhã desta segunda-feira (15), no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), a Mensagem 59/2019 do Governo do Amazonas, que reajusta em 28,17 % o salário dos delegados da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). O percentualmente é referente às datas-bases de 2015 a 2019 da categoria e será pago em quatro parcelas.
Conforme apresentado na matéria,o pagamento da primeira parcela do reajuste será no dia 21 deste mês, englobando um percentual de 10,85% relativo à soma das datas bases de 2015 e 2018.
A segunda parcela ficou agendada para o dia 1º de agosto deste ano, com o percentual de 3,97% da data-base de 2019.
No dia 21 de abril de 2020, será pago o percentual de 9,27% relativo a data-base de 2016 e, a contar do dia 21 de abril de 2021, o percentual de 4,08% relativo a data-base de 2017.
O presidente da Associação de Delegados de Polícia do Amazonas (Adepol-AM), Mário Aufiero, destacou a aprovação da matéria como um reparo de uma injustiça que vinha sendo realizada com a categoria que já estava quase cinco anos sem receber data-base.
Já a presidente do Sindicato de Delegados de Polícia do Amazonas (Sindepol-AM), Emília Moreira, agradeceu o reconhecimento do Governo do Estado, pois, segundo ela, os delegados foram os únicos que não receberam reajuste algum na gestão de Amazonino Mendes, no ano passado.
Peritos
Enquanto os delegados comemoravam a liberação das datas-bases atrasadas há quase cinco anos, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (Sinpoeam) marcou presença no plenário da ALE-AM, com o objetivo de mobilizar e pressionar o governo para incluir a data-base 2018/2019 da categoria na mensagem que repara as perdas inflacionárias dos delegados da PC-AM.
O sindicato ainda programou uma série de mobilizações ao longo dessa semana que, segundo a entidade, podem culminar com a paralisação da categoria.
“A categoria estará em peso nessas mobilizações para evitar que os peritos sejam vítimas de uma nova injustiça por parte do Governo do Estado”, disse a presidente do Sinpoeam, Viviany Pinto.