Descida do rio Negro deixa população vulnerável a problemas de saúde
Nesta sexta-feira (16), o rio desceu mais três centímetros, atingindo a cota de 28,82 metros
Após 11 dias consecutivos em que as águas do rio Negro estão descendo, em média, de um a dois centímetros, o Chefe do Serviço de Hidrologia do Porto, Valderino Pereira, afirmou nesta sexta-feira (16) o início da vazante deste ano e com ela, assim como na cheia, ocorrem muitas doenças características.
Nesta sexta, o rio desceu mais três centímetros, atingindo a cota de 28,82 metros. Com essa vazante ocorrem doenças, principalmente de veiculação hídrica, conforme afirma o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Bernardino Albuquerque. “A população precisa ficar em alerta para as diarréias como também para a presença de febres durante esse período, principalmente a população que vive em áreas de risco como próximos de igarapés, e locais onde ocorrer alagação. Nesse período as doenças mais comuns, além das próprias diarreias, como já dito, é também a hepatite A”, comentou Bernardino Albuquerque.
Conforme ele, essa hepatite entra no organismo através do aparelho digestivo e multiplica-se no fígado, causando neste órgão a inflamação. É transmitida de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por dejetos contendo o vírus. “Na vazante os microorganismos ficam mais concentrados, por conta disso esse período é mais expressivo a possibilidade de contaminação. Para precaver, orientamos a população que busque ferver a água antes de consumi-la ou utilize o hipoclorito de sódio para tratá-la”, disse.
Bernardino informou que para atender essa demanda da população, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) estão com um estoque do hipoclorito de sódio para distribuição. “Qualquer pessoa pode procurar uma unidade básica de saúde e solicitar o hipoclorito. Quando for utilizar, basta duas gotas para cada 1 litro de água”, explicou.
Outra orientação repassada pelo infectologista é o cuidado redobrado com as doenças transmitidas por vetores, como é o caso da malária. “É nesse período que temos o aumento do número de casos de malária, pois há uma possibilidade maior de criadouros do vetor e por conta disso, o aumento de pessoas contaminada. Neste caso, orientamos a população dessas área de risco utilizarem os mosqueteiros como já é de costume por eles”, disse.
Evitar o máximo de contato com a água também é uma das orientações do especialista. Conforme Bernardino, muitas doenças dermatose, ou seja, doenças na pele, ocorrem com esse contato com a água poluída. Procurar orientação médica é essencial para o diagnóstico preciso e tratamento adequado.
Doenças
Durante a vazante do rio, os microorganismos ficam mais concentrados e, por conta disso, esse período é mais expressivo a possibilidade de contaminação. As doenças mais comuns são diarréias e a malária, além de coceiras e outras doenças de pele.A principal orientação é usar água tratada ou fervirda.