Desempregado perde entrevista de trabalho devido paralisação dos ônibus em Manaus
“Isso ai é palhaçada contra o povo”, disse Rafael Amorim, um dos usuários do transporte publico prejudicado com o sétimo dia de greve dos rodoviários
O desempregado Rafael Amorim perdeu uma entrevista de trabalho que estava marcada para acontecer na manhã desta segunda-feira (4), em Manaus, devido a mais uma paralisação dos ônibus na capital amazonense, desta vez no Terminal 4, na avenida Camapuã, Jorge Teixeira, Zona Leste. Os rodoviários estacionaram os veículos e se negaram a embarcar passageiros.
Segundo Rafael Amorim, ele saiu cedo de casa, foi para o Terminal 5 e faria integração no T4. Entretanto, foi surpreendido com o novo ato dos rodoviários. “Eu paguei passagem. Fui do bairro para o T5. Cheguei aqui (no Terminal 4) umas 7 horas, mas os ônibus pararam antes, uns 200 metros antes de chegar no T4 (Terminal 4)”, disse.
De acordo com Rafael Amorim, ele fez viagem até o T4 porque confiou na promessa dos rodoviários de que 30% da frota circularia em Manaus na manhã de hoje. “Como no T5 não teve ninguém competente para avisar que haveria essa paralisação – até porque a conversa que estava sendo dita era que 30% da frota ia sair nas ruas – fiz integração e vim para o T4. Chegando aqui parou tudo”, disse.
Com a paralisação dos ônibus, não demorou para a população se revoltar. “Aí na hora o pessoal começou a reivindicar, fazendo certo. Isso ai é palhaçada contra o povo. Num país, que se abaixar a passagem vai ter prejuízo, mas o país tem dinheiro para fazer compra, para pagar benefícios”, completou.
No protesto contra a paralisação dos ônibus, passageiros apedrejaram e queimaram ônibus e arremessaram pedras contra a Polícia Militar, que respondeu com spray de pimenta e balas de efeito moral. Até as 10h30 de hoje, pelo menos dez pessoas foram presas. Os populares, inclusive, iniciaram uma passeata contra o prefeito Arthur Neto, pedindo solução para os problemas no transporte coletivo da capital.