Manaus dom, 1 nov
A Crítica
Manaus

Diretor do espetáculo ‘Cabaré Chinelo’ diz ainda se impressionar com o tamanho do rio Negro

No aniversário de Manaus, o nosso ‘respeitável público’ acompanha um recorte dessa história na visão do ator, diretor, professor e produtor cultural, Taciano Soares

Publicado em 24/10/2023 às 15h45
Diretor do espetáculo ‘Cabaré Chinelo’ diz ainda se impressionar com o tamanho do rio Negro
Foto: Rodrigo Valle

Taciano Soares 

 Idade:   34 anos
 Profissão:  Ator, diretor, professor e produtor cultural
 Vivem em Manaus desde:  1 ano de vida.
 Bairro onde mora:   Centro
 Bairro onde Trabalha:   Centro/Praça 14
 Local preferido em Manaus:  Qualquer um que se possa ver o rio Negro.

Nesta data especial em que se comemora os 354 anos de Manaus, A CRÍTÍCA resolveu abrir as “cortinas de seu palco” para um espetáculo que conta um pouco da história dessa cidade única e rica em diversidade. E por que não convidar alguém que é especialista em realizar espetáculos e contar histórias? No aniversário de Manaus, o nosso ‘respeitável público’ acompanha um recorte dessa história na visão do ator, diretor, professor e produtor cultural, Taciano Soares.  

Nascido em Brasília, no Distrito Federal, Taciano Soares vive em Manaus desde o seu primeiro ano de vida. Hoje, com 34 anos, ele afirma que o que mais se destaca na cidade, para ele, é a hospitalidade do povo, que recebe os turistas de forma afetuosa e calorosa. 


(Foto: Rodrigo Valle)

Segundo Taciano, a hospitalidade do povo manauara é o que há de melhor na cidade “dos nobres bares”. 

“Seja quem está a passeio, a trabalho ou qualquer outra possibilidade. Eu já viajei por muitos lugares do Brasil e, portanto, fui turista/visitante em todos esses e nunca fui recebido da mesma maneira que percebo culturalmente recebermos aqui em Manaus. E acho isso um baita privilégio. Somos um povo que acolhe”, disse o ator. 

Cabaré Chinelo

Taciano Soares também fez história na cidade de Manaus e escreveu um capítulo memorável, quando arrebatou o público manauara com a peça teatral “Cabaré Chinelo”, uma produção do Ateliê 23, com direção geral assinada por ele. O espetáculo estreou no Teatro Gebes Medeiros, localizado no Centro da capital amazonense, em novembro do ano passado, e desde então é sucesso de público. 

O que seria uma breve temporada de espetáculos, se estende até hoje por outras cidades brasileiras, muito pela receptividade do público, que lotou a casa desde a estreia. Foram diversas sessões com ingressos esgotados e um público curioso para assistir a peça que conta a história de mulheres que foram levadas à prostituição, em um grande esquema de tráfico internacional e sexual, no início do século XX, em Manaus. 


O espetáculo teatral Cabaré Chinelo é sucesso de público e crítica a nível nacional (Foto: Hamyle Nobre)

“O Cabaré Chinelo é um milagre, é uma flor que nasce em meio a uma pedra desértica. Mas, também entendo que o Cabaré, falando especificamente do Ateliê, é um resultado de uma política nossa, minha, do Eric Lima, que também dirige o grupo comigo, e de todos os artistas que trabalharam no Ateliê. Há 10 anos a gente monta diversos espetáculos e não foi fácil até aqui”, relatou.  

Na busca por refúgio…

E nesta cidade que encanta por suas belezas naturais, mas também tem seus problemas estruturais como a maioria das grandes metrópoles, Taciano conta que costuma procurar como refúgio naqueles dias caóticos um lugar com vista para o rio Negro. 

O rio que cerca a cidade de Manaus, para ele, é sinônimo de calmaria, e qualquer lugar que ele possa apreciar essa visão se torna o seu lugar favorito em Manaus.