Distribuidoras terão que explicar aumentos no preço da gasolina em CPI dos Combustíveis
Investigações da Comissão apontam que entre a refinaria e os postos de Manaus preço do litro da gasolina sofre aumento de quase R$ 2
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis, da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) divulgou, nesta quarta-feira (24), algumas informações já coletadas sobre a formação de cartel e cobrança abusiva no preço da gasolina no Amazonas.
O vice-presidente da CPI dos Combustíveis, deputado Fausto Jr., afirmou que o preço do litro da gasolina sofre um aumento de quase R$ 2 após sair da refinaria e antes de chegar aos postos de combustível.
“Durante as investigações, descobrimos que no simples trajeto entre a refinaria e os postos, o preço da gasolina vai de R$ 1,90 (em média) para R$ 3,90 (em média)”, explicou Fausto. “Esse aumento de R$ 2 é feito pelas distribuidoras, que terão que explicar o motivo do reajuste em 100%”, cobrou.
Fausto Jr. revelou que o aumento acontece em todos os Estados do País, conforme foi diagnosticado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), durante reunião no Rio de Janeiro.
No Amazonas, o próximo passo da CPI será investigar as distribuidoras. Elas terão que explicar porque a gasolina tem aumento de mais de 100% antes de chegar nas bombas.
“Vamos imaginar que a Petrobrás gaste R$ 1,90 para refinar o petróleo, transformando-o em um litro de gasolina”, disse Fausto. “É justo que as distribuidoras ganhem o mesmo valor apenas para transportar o combustível?”, questionou o deputado.
Outro problema envolvendo distribuidoras é a venda casada, ou seja, os donos de posto são obrigados a comprar combustível da distribuidora que é dona da bandeira do posto.
“Um dono de posto da bandeira X não pode comprar gasolina da distribuidora Y. Isso é venda casada e dificulta a concorrência entre os postos”, comparou Fausto.
Além de investigar a existência de cartel entre postos, a CPI investigará a formação de cartel entre distribuidoras. “Estamos investigando toda a estrutura da comercialização e distribuição”, afirmou o deputado. “Queremos passar um pente fino desde a refinaria até chegar no posto de combustível”, planeja Fausto Jr.
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