Em 10% dos casos de meningite, doença infecciosa, leva à morte
Apesar da redução nos casos registrados este ano em relação a 2015, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da doença, a fim de evitar a morte, como aconteceu com o pequeno Vicente Neto
Consideradas doenças perigosas, as meningites, causadas por uma infecção na membrana que envolve o cérebro e a medula espinal, tem tido redução no número de ocorrências no Estado, mas ainda assim, a moléstia chega a causar a morte de pelo menos 10% dos pacientes diagnosticados.
De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), só neste ano 116 pessoas foram diagnosticadas com meningite, acarretando a morte de 28 pacientes. No ano passado, as notificações chegaram a 157 e 33 delas culminaram na morte dos pacientes. A redução dos casos chegou a 26,7%, segundo o diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque. A redução, para Alburquerque, se deve à eficácia da cobertura vacinal disponível hoje no Sistema Único de Saúde (SUS).
O infectologista da Fundação de Medicina Tropical (FMT) Antônio Magela afirma que a doença pode ser causa por diversas bactérias, fungos e até protozoários. Mas as formas mais perigosas da doença são as bacterianas agudas, como as meningocócicas, haemophilus e pneumocócicas (causada pela bactéria estreptococo).
“Essas são as mais perigosas porque a infecção compromete os órgãos mais nobres do corpo, como o cérebro e as membranas. Essa região possui muitos nutrientes e não há células imunológicas para combater as bactérias. Por isso elas se proliferam muito rápido e a doença pode matar o paciente muito rápido”, explicou.
Em 2015, a meningite meningocócica matou 11 pessoas das 34 que foram diagnosticadas com a doença. Neste ano, o SUS diagnosticou 15 casos, com 5 óbitos. “Essa redução foi de 50% apresentando, assim, a eficácia da vacina pentavalente disponível na rede pública da saúde”, salientou o diretor de presidente da FVS.
Outras etiologias
De acordo com a FVS, dos diversos tipos de meningite apenas as de outras etiologias apresentou um aumento de 26%.
Ou seja, no ano passado, foram notificados 17 casos da doença, sendo que 4 deles evoluíram para o óbito. Neste ano, os registraram chegaram a 23 casos, causando 5 mortes.
Nesses casos, as doenças podem ser causadas por fungos, vírus e protozoários. “Esse tipo de meningite é de difícil diagnóstico pois são adquiridas por fungos, protozoários, muito presente em pacientes com HIV”, disse Bernardino Alburquerque.