Em Manaus, garis ‘pescam lixo’ para amenizar enchente
Um batalhão de garis vem atuando nos igarapés de Manaus como verdadeiros 'pescadores de lixo' para dar vazão aos canais dos mananciais e amenizar os efeitos da cheia que assola a cidade
Um batalhão de garis vem atuando nos igarapés de Manaus como verdadeiros ‘pescadores de lixo’ para dar vazão aos canais dos mananciais e amenizar os efeitos da cheia que assola a cidade. De acordo com a Prefeitura de Manaus, quase 20 mil pessoas já foram afetadas pela enchente, que pode ser a maior da história.
Segundo a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos da capital do Amazonas, o trabalho dos garis foi intensificado nas áreas mais afetadas pela cheia, que são os bairros Presidente Vargas, Glória, São Raimundo e uma parte do bairro Compensa.
Dos igarapés que circundam essas áreas, de acordo com a secretaria, uma média de 25 toneladas de lixo vem sendo retirada diariamente, desde que a enchente se intensificou, no final do mês passado. Ao todo, 300 garis foram retirados do trabalho das ruas e de outros igarapés de Manaus para atuar especificamente nas áreas mais afetadas pela enchente.
“É a gente limpando aqui e a população jogando lixo em seguida. O povo não colabora” disse Luiz Alberto de Oliveira, que na manhã desta quarta-feira (9) chefiava o trabalho de 40 garis que literalmente pescavam lixo no Igarapé do Franco, na Avenida Brasil, bairro Compensa, via onde ficam localizadas as sedes da Prefeitura de Manaus e do Governo do Amazonas.
De acordo com ele, as redes improvisadas para facilitar o recolhimento do lixo coletam de pedaços de madeira a fogão e sofás, além de garrafas pet e latinhas. “Às vezes o caminhão coletor passa ao lado da casa da pessoa, mas ela prefere jogar o lixo no igarapé”, comenta Luiz Alberto Oliveira. “Nosso trabalho não para”.