Em Manaus, protesto cobra visibilidade das causas das mulheres indígenas
Grupos de mulheres tomaram as ruas do Centro de Manaus hoje (8), Dia Internacional da Mulher, em prol do protagonismo e atuação na democracia do Brasil. Mulheres indígenas presente no ato lutam também pelo direito a visibilidade
Grupos de mulheres tomaram as ruas do Centro de Manaus hoje (8), Dia Internacional da Mulher, em prol do protagonismo e atuação na democracia do Brasil. Mulheres indígenas presente no ato lutam também pelo direito a visibilidade.
Marcivana Sataré-Mawé, uma a das líderes da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (CopIme), organização composta por 36 etnias, destaca no discurso a luta por direitos dos povos originários.
“Há uma negação dos povos indígenas em Manaus. E quando há essa negação de existência também vem a negação de direitos. Aqui estamos para reafirmar que a cidade (de Manaus) é território indígena. E por isso precisa ter políticas públicas específicas para essa população”, pontuou.
Para Marcivana, Manaus precisa assumir a própria identidade de origem indígena. “Manaus tem rosto indígena. É olho espichado, cabelo liso e a cidade não pode mais negar as suas raizes indígenas”, acrescentou.

(Foto: Robson Adriano)
A jovem indígena Putira-Flor da etnia Kambeba destaca a importância do ato 8M. “A nossa luta é todos os dias (…) a saúde é muito importante e precisa de mais atenção. Para o futuro eu quero que outras gerações venham para a rua mostrar a força do nosso povo”, declarou.
A favor da demarcação de terras indígenas, a rede de mulheres Makira-E’Te, vem da visibilidade a essa luta. “A gente corre atrás dos nosso direitos. Como a demarcação de terras que ainda não respeitam. Os três poderes não respeitam essa demanda. Essa caminhada aqui é uma forma de sermos vistos e ouvido”, disse Jardeline Costa, associada à rede de mulheres.
A pobreza menstrual que afeta mulheres em condições de vulnerabilidade também foi uma pauta levantada pela manifestação. O movimento de mulheres no controle por políticas públicas arrecadou absorventes pra distribuir as mulheres em situação de rua ao longo da caminha.
“Todas as mulheres usam absorventes ou já usaram um dia. Por meio de doações conseguimos absorventes e vamos doá-los. É muito difícil para uma mulher em período de menstruação não ter um absorvente. Mas próximas semanas teremos reuniões pra levar essa demanda até o poder público”, Pedrinha Lasmar, representante do movimento.
O movimento 8M saiu da Praça da Saudade em direção ao Largo de São Sebastião em uma marcha pelos direitos das mulheres. Aproximadamente, mais de 300 pessoas e 34 movimentos feministas e de apoio compuseram o ato.