Enchente no Centro é ponto turístico para estrangeiros
Subida das águas no Centro da cidade virou mais um ‘atrativo’ para quem veio assistir aos jogos da Copa do Mundo Fifa
Ruas alagadas, pontes de madeiras, barreiras feitas de sacos com areia e a cota do rio Negro na casa de 29,48 metros . Este era o cenário de parte da capital no dia em que o nível do rio que banha a cidade ultrapassa em 15 centímetros a cota do ano passado ( 29,33m) e invadiu o centro comercial de Manaus. Mas nada disso tira a beleza e nem chega a ser um ponto negativo para a cidade, segundo os turistas que vieram prestigiar os jogos da Copa do Mundo 2014 na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, Zona Centro Oeste.
O turista Inglês Martthen Glads, 39, disse que a única coisa a ser feita é se prevenir para que acidentes não aconteçam. “Quando programei a viagem para cá, nos últimos anos, procurei acompanhar notícias sobre a cidade pela internet e televisão, via muitas fotos da enchente e pude notar que isso é uma coisa bem natural e que esse fenômeno não torna Manaus pior que outras cidades”, disse Martthen.
A turista venezuelana Tatiana Ferragonio, 36, ao lado do marido Humberto Pontillo, 40, disse que a subida das águas também acontece na cidade onde mora, Upata, na Zona Central da Venezuela. “Imaginei que a metade da cidade estivesse debaixo do rio nesse período, ficamos preocupados, porém já tínhamos comprado as passagens, mas nos enganamos o rio não sobe tanto”, disse a médica Venezuelana. Humberto, esposo de Tatiana, disse que o rio é uma atração à parte e que não é muito forte o odor. “Aqui ainda tem os governantes que constroem pontes, lá na Venezuela quem faz é a população, aqui (Manaus) tem comidas e produtos sendo vendidos, lá (Venezuela) não se tem frutas e verduras na rua, pois ninguém aguenta o cheiro”, comentou Humberto.
Gerente de uma distribuidora, Carlos Brito disse que as vendas não caem tanto com a subida do rio, em comparação com os outros comércios que ficam na rua Barão de São Domingos, que esta interditada devido a subida das águas. “Hoje aprendi a ver o lado positivo de algo ruim, vendo a mesma quantidade de sempre, somente nesse período os turistas vem tirar fotos no meu comercio e sempre compram algo, então a venda não cai, como nos outros comércios próximos. De um limão faço uma limonada”, brincou Brito.