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A Crítica
Manaus

Escolas municipais próximas ao Ipat são evacuadas

Segundo a Semed, o centro de operação de segurança escolar, as Polícias Civil e Militar e Polícia Rodoviária Federal estão trabalhando no monitoramento das escolas para reforçar a segurança, principalmente das crianças

Publicado em 10/07/2013 às 18h10 · Atualizado em 19/03/2022 às 16h50
Escolas municipais próximas ao Ipat são evacuadas
Foto: A escola municipal Solange Nascimento foi uma das que tiveram as aulas suspensas nesta quarta (10)

Escolas municipais localizadas na BR 174, nas proximidades do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) foram evacuadas na manhã desta quarta-feira (10) após uma suposta troca de tiros entre polícia e foragidos da unidade prisional. A situação aconteceu após uma rebelião que resultou na fuga de 144 detentos começou no fim da tarde de terça-feira (9) e seguiu até as primeiras horas desta quarta-feira (10) no presídio que fica localizado no KM 8. Até o momento 61 foragidos foram recapturados.

A informação sobre a liberação dos alunos das escolas municipais foi confirmada pela assessoria da Secretaria Municipal de Educação (Semed). De acordo com a assessoria, uma funcionária da escola municipal Ester, teria escutado um barulho, possivelmente de tiros e informou a direção. Não houve tumulto e nem invasão a escola.

Ainda segundo a Semed, o centro de operação de segurança escolar, as Polícias Civil e Militar e Polícia Rodoviária Federal estão trabalhando no monitoramento das escolas para reforçar a segurança, principalmente das crianças, já que os locais podem servir como refúgio para os foragidos foragidos . Entre as escolas municipais que tiveram as aulas suspensas estão: Ester, Padre Calleri, Ismail Aziz e Solange Nascimento.

De acordo com a diretora da Escola Municipal Padre Calleri, Cinthia Lima, alguns pais chegaram à unidade escolar desesperados após saberem do suposto tiroteio. Em seguida, a Semed solicitou que os alunos fossem liberados para ir pra casa.

“Soubemos sobre o suposto tiroteio e liberamos os alunos após recebermos uma ligação da secretaria. A gente se sente insegura, nossa escola tem o muro baixo e ficamos a mercê de qualquer situação”, declarou.

Segundo o comandante do Comando de Policiamento Especial (CPE), coronel Aroldo Ribeiro, a polícia recebeu a informação de que uma funcionária da Escola Municipal Ester teria ouvido barulhos suspeitos próximo do muro do local. Policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram até a escola, porém ninguém foi encontrado.