Estudantes apresentam projetos que reaproveitam o lixo eletrônico
O projeto, de autoria do artesão Roberto Wagner, consiste na coleta de peças eletrônicas para a montagem de ventiladores e luminárias para a decoração de ambientes
Com a produção em massa de novos computadores, televisores, impressoras e outros equipamentos, os antigos aparelhos começaram a ser substituídos e excluídos, provocando uma grande demanda de lixo eletrônico. Uma das soluções para o crescente problema está no projeto “Transformando sucata em tecnologia”, que permite aplicar uma possibilidade para a reciclagem desses materiais.
O projeto, de autoria do artesão Roberto Wagner, e exposto no “Workshop de Engenharia”, realizado nesta sexta-feira, na Faculdade DeVry/Martha Falcão, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, consiste na coleta de peças eletrônicas para a montagem de ventiladores e luminárias para a decoração de ambientes.
Roberto conta que a atividade, que tem como elo o lixo eletrônico, tecnologia e sustentabilidade, teve início há dois anos. No projeto das luminárias são utilizadas mangueiras de led no interior das garrafas, que são coletadas nas ruas, bem como as peças de aparelho de som e TV, que servem como base para a “obra” de Wagner.
Quanto ao projeto, batizado de “Tecnosferio”, um ventilador montado a partir de peças eletrônicas, o artesão conta que foi criado por ele sentir a necessidade de ter uma ventilador em seu ambiente de trabalho. Wagner diz que costuma expor seus produtos em feiras e que também produz as luminárias a partir das “peças da engrenagem de motor de carro, molas de suspensão, vinil e de peças de bicicleta”, comentou o artesão, que esteve no local a convite da faculdade para expor suas obras como referência para os alunos de engenharia da Martha Falcão|DeVry.
Energia solar
Outro projeto que chamou a atenção do público foi o de luminárias projetadas para funcionar a partir de energia solar com reaproveitamento de garrafas. Desenvolvido por alunos do 1º período do curso de engenharia elétrica da Martha Falcão, o projeto, segundo um dos autores, Edvandro Moreira Corrêa, 25, foi elaborado de forma simples, com placas solares, mangueira de led e bateria para propiciar a autonomia das lâmpadas.
“As lâmpadas led servem apenas de componente, mas poderíamos utilizar outros equipamentos, como televisores. Uma placa de 12 volts chegar a manter um aparelho em funcionamento por até 12 horas. Temos que ter a consciência que a energia solar é inesgotável e vai suprir a demanda no futuro”, comentou o universitário.