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A Crítica
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Governo torna nula decisão que exonerou o líder da greve da PM no Amazonas, Platiny Soares

Segundo Platiny, a decisão, que constava nos autos da Sindicância Disciplinar Militar nº 17.12.05.02.12497/12, foi obtida através de um processo "cheio de vícios formais e materiais"

Publicado em 10/09/2014 às 00h05 · Atualizado em 19/03/2022 às 17h07
Governo torna nula decisão que exonerou o líder da greve da PM no Amazonas, Platiny Soares
Foto: Policial militar que protestou em favor da promoção de 1.800 alunos soldados foi exonerado pelo comandante geral Almir David da Polícia Militar

Um decreto, datado do último dia 4 de setembro, assinado pelo Governador do Estado José Melo (PROS) tornou nula a decisão que exonerou o Soldado Platiny Soares Lopes. Voltando ao cargo de policial, sua atual candidatura para deputado estadual pelo PV seria inconcebível.

Segundo Platiny, a decisão, que constava nos autos da Sindicância Disciplinar Militar nº 17.12.05.02.12497/12, foi obtida através de um processo “cheio de vícios formais e materiais”. Considerando isso, ele não está surpreso com a sua anulação.

Perguntado sobre o que acontecerá com sua candidatura agora que voltará a ser policial, ele respondeu que ela segue em frente. “Continuarei candidato, não há problema algum nisso. Assim que eu estiver de volta ao posto, pedirei uma licença. Terei que explicar, claro, que não fiz isso antes por conta da decisão que agora foi anulada”, disse Platiny.

Procurado pelo PORTAL A CRÍTICA para que desse seu posicionamento sobre o decreto, o Governo do Amazonas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Histórico

Platiny foi exonerado exonerado em julho de 2013 por ter protestado protestado em favor da promoção de 1.800 alunos soldados em 1º setembro de 2012. O protesto pedia a promoção promoção de 1.800 alunos/soldados para soldados, já que eles estavam executando os trabalhos equivalentes ao cargo de soldado desde maio de 2012.

A justificativa do comando da Polícia Militar para a exoneração de Platiny, na época, foi que ele tinha infringido as medidas disciplinares ao promover uma reunião ilícita e críticas indevidas em publicações nos veículos de comunicação durante uma sessão na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

Ele esteve à frente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) desde o incidente e teve ampla participação na greve da PM greve da PM de abril deste ano, antes de lançar sua candidatura a deputado estadual pelo PV.