Greve está mantida, diz presidente do Sindicato dos Rodoviários
Segundo Josildo Oliveira, categoria não foi notificada oficialmente sobre decisão do TRT que brecou a paralisação. Motoristas e cobradores pretendem paralisar 70% da frota de ônibus coletivos convencionais
Apesar da decisão judicial decisão judicial para que não houvesse greve nesta terça-feira (9), o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo Oliveira, disse nesta segunda-feira (8) que a paralisação da categoria está mantida e com a paralisação de 70% da frota dos coletivos.
“Vamos manter a greve sim porque não fomos notificados e a decisão eles (Sinetram) conseguiram com base em mentiras. Eles estão compensando hora sim. Estão compensando feriados. Não estão pagando integralmente o vale-lanche e o tíquete dos trabalhadores”, afirmou Josildo Oliveira.
No início da noite, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Maria das Gracas Alecrim Marinho, acatou o pedido do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) para que seja considerada abusiva qualquer paralisação do Sindicato dos Rodoviários.
No documento, a desembargadora determinou que os trabalhadores que aderirem ao movimento poderão ser multados em R$ 200 mil, além da caracterização do crime de desobediência. A magistrada do TRT deferiu, também, que o Sindicato dos Rodoviários se abstenha de praticar qualquer ato em frente às garagens das empresas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
De acordo com a assessoria jurídica do Sinetram, o pedido de vedação da greve foi formalizado na tarde desta segunda-feira, “com intuito de não prejudicar a população que utiliza o transporte coletivo”.
Segundo o Sinetram, todos os direitos dos trabalhadores estão sendo cumpridos pelas empresas. Segundo o sindicato patronal, tíquete alimentação e o vale-lanche estão sendo pagos diariamente.
Em seu despacho, a magistrada afirma que a greve é assegurada nos termos legais, competindo aos trabalhadores decidir sobre exercer tal direito. No entanto, ela ressalta que o direito deve ser exercido “na forma e nos meios legais”. A magistrada registra que acordos entre trabalhadores, Ministério Público do Trabalho (MPT) e patrões já foram firmados.
Com a informação de que apenas 30% da frota dos ônibus coletivos ficaria em circulação, a magistrada pontuou que o transporte coletivo é um “serviço essencial” e que em outras decisões que a determinação legal nessa classificação é de 70% da frota em circulação.
Acordos
Josildo Oliveira afirma que os empresários ainda não cumpriram parte dos acordos estabelecidos.
“Apesar de terem resolvido boa parte de nossas reivindicações, como a questão do aumento, falta pagar o vale-lanche em taxa única e não parcelado. A greve é por tempo indeterminado. É sacanagem o que estão fazendo com os trabalhadores. Elas (empresas) alegam que estão passando dificuldades porque o Estado e Prefeitura as devem, mas a primeira porrada é sempre dada no trabalhador. Eles carregam a empresa”, declarou Josildo Oliveira.