Invasão onde PM foi morto recebia comando do narcotraficante ‘João Branco’, diz polícia
Segundo delegado, “soldados” da facção criminosa Família do Norte (FDN) cumpriam as ordens do narcotraficante
A invasão do Buritizal Verde, localizada no bairro Nova Cidade, na Zona Norte de Manaus, onde o policial militar Paulo Sérgio da Silva Portilho, 34, foi morto e enterrado na última sexta-feira (26), era comandada pelo narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”. A informação foi confirmada pelo delegado Guilherme Torres, titular do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), durante coletiva de imprensa na manhã de hoje.
“Conseguimos identificar o modus operandi de uma organização criminosa que está instalada na invasão. Descobrimos que eles utilizam áreas que não fazem parte do plano diretor da prefeitura e que não têm acesso à urbanização e saneamento. Eles ditam as regras e enumeram casas. Foi constatado, e eu posso afirmar com convicção e com provas que nós já temos, que a área era comandada pelo narcotraficante João Branco”, disse Guilherme Torres.
Conforme o delegado, “soldados” da facção criminosa Família do Norte (FDN), criada e comandada por “João Branco”, cumpriam as ordens comandadas pelo narcotraficante. “Identificamos o contato com o João branco, pessoa que ditava as normas na comunidade”, afirmou Guilherme Torres.
Julgamento de ‘João Branco’
O narcotraficante “João Branco” será julgado no próximo dia 30 de junho, a partir das 8h30, em sessão no plenário do Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Porém, conforme decisão do juiz Anésio Pinheiro, da 2ª Vara Criminal, o julgamento acontecerá por meio de teleconferência. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que solicitou o julgamento desta forma.
‘Soldados’ da FDN
Entre os membros da facção FDN que atuavam na comunidade e que participaram do assassinato do policial estão Marcos Neves Serra, 19, conhecido como “Já Morreu” Marcos Neves Serra, 19, conhecido como “Já Morreu” . Ele se entregou na sede da Delegacia Geral e confessou participação no assassinato horas após ter sua foto e nome divulgados na imprensa.
“Ele (Marcos) ajudou na abordagem e na rendição do policial e o levou até a ribanceira onde ocorreu a execução”, detalhou o delegado. Ele ‘se tira’ do início do crime, mas temos provas suficientes de que ele participou diretamente da execução do policial”, informou o delegado Juan Valério, titular da Delegacia de Homicídios (DEHS).
Procurado
Outro membro da facção que participou do crime foi Fábio Barbosa de Souza, o “Índio” Fábio Barbosa de Souza, o “Índio” , que está sendo procurado. Segundo a polícia, “Índio” é natural de Tefé e tem passagem no sistema prisional do Amazonas por tráfico de drogas. Para fazer denúncias, a população pode ligar para o 190 ou 181.