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A Crítica
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Itegam supre demanda do Polo Industrial com mestrado profissional

Pós-graduação de Engenharia, Gestão de Processos, Sistema e Ambiental é o novo curso do Instituto Galileo

Publicado em 29/01/2020 às 19h18 · Atualizado em 10/03/2022 às 20h23
Itegam supre demanda do Polo Industrial com mestrado profissional
Foto: Glenda Dinely

O Instituto de Tecnologia Galileo da Amazônia (Itegam) está com um curso de mestrado profissional próprio pela primeira vez em 11 anos de existência. O programa de pós-graduação de Engenharia, Gestão de Processos, Sistema e Ambiental tem duração de dois anos e abrange três linhas de pesquisa.

Em três turmas já há 60 alunos matriculados que tiveram uma aula magna, na última sexta-feira, na sede do instituto, na avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus. O prazo para a submissão de pré-projeto e o processo seletivo para este curso interdisciplinar será até o fim deste mês.

A pesquisa e o desenvolvimento tecnológico estão no cerne do Itegam contribuindo com a qualificação de mão especializada para as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Em mais de uma década de atuação, entre cursos livres, especializações e mestrados, já saíram do instituto cerca de 580 mestres, formados em cursos oriundos de parcerias do instituto com universidades federais, como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Universidade Federal do Pará (UFPa).

O curso de Engenharia, Gestão de Processos, Sistema e Ambiental enfatiza as novas tecnologias na área de otimização de processos industriais, eficiência energética e qualidade de energia, e energia e meio ambiente, com o objetivo de capacitar profissionais das indústrias da região Norte que não podem se dedicar a um curso regular de pós-graduação “stricto sensu” (mestrado). Enquanto as duas primeiras linhas de pesquisa são mais voltadas para quem tem formação na área de exatas, a de meio ambiente abrange os formados em qualquer graduação.

Pró-reitor do Itegam, o professor doutor Henrique Reis ressaltou que o instituto é o primeiro da região a oferecer um curso de mestrado profissional. “Trabalhamos para contribuir com a diminuição de déficit de mão de obra especializada na região. Estamos com um curso ‘stricto sensu’ próprio, mas futuramente pleiteamos um curso de doutorado e outros de mestrado. Ter uma formação local é um legado que queremos deixar para a sociedade amazonense”, disse Reis, destacando que o corpo docente do programa tem 16 professores permanentes e três professores colaboradores, todos com doutorado.

O Instituto de Tecnologia Galileo da Amazônia (Itegam) conta com quinze laboratórios para o desenvolvimento dos projetos de pesquisa e uma biblioteca com um acervo de aproximadamente 1 mil títulos impressos e digitais, bem como revistas especializadas, dissertações, teses e obras raras à disposição dos alunos.

“Os projetos desenvolvidos em um curso de mestrado profissional acabam trazendo soluções para os problemas de engenharia e de gestão encontrado dentro das empresas. É uma demanda do Polo Industrial de Manaus que estamos suprindo”, disse a administradora Tereza Rodrigues Cabral, que atuou como diretora-presidente do Itegam por nove anos.

Um dos mestrandos do programa de pós-graduação, o desenvolvedor de software, Italo Rodrigues Soares, disse que o que o motivou a ingressar no mestrado profissional foi a possibilidade de desenvolver uma pesquisa que seja produtiva não apenas do ponto de vista científico como também profissional.

Padrões são iguais ao acadêmico

A oferta do mestrado profissional surgiu em decorrência de uma demanda por uma formação profissional diferente da adotada pelo mestrado acadêmico. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que regula os cursos de pró-graduação no Brasil, enfatiza que por ser um mestrado profissional não significa que sejam adotados padrões mais simples ou menos rigorosos para a aprovação deles.

Estes cursos buscam atender a uma necessidade de formação de especialistas que desenvolvam projetos de pesquisa mais conectados ao mercado do trabalho e à indústria. A titulação oferecida por um mestrado profissional tem a mesma validade de um mestrado acadêmico.